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Porto Alegre Especialistas estimam que esvaziamento do Guaíba pode demorar um mês

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Prefeitura mantém dique improvisado com sacos de areia perto da Usina do Gasômetro.

Foto: Alex Rocha/PMPA
Prefeitura mantém dique improvisado com sacos de areia perto da Usina do Gasômetro. (Foto: Alex Rocha/PMPA)

A cheia dos rios do Rio Grande do Sul deverá ser duradoura em decorrência das chuvas das próximas semanas. É o que apontam especialistas. O Instituto de Pesquisa Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estima que o nível do Guaíba, principal via fluvial que abastece a capital Porto Alegre, pode atingir um novo pico até esta quarta-feira (15).

“Os níveis devem permanecer acima de 4 metros na próxima semana. A título de comparação, estima-se que demorou entre 23 e 32 dias para a altura do pico diminuir para a cota de inundação de 3 metros durante a cheia de 1941, antes a maior da história do Estado”, aponta Rodrigo Paiva, professor do IPH.

Hidrólogo do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Leandro Casagrande avalia que, após o impacto da segunda onda de chuvas e o pico do Guaíba, a altura da água deve começar a baixar a partir desta quarta, em um processo de esvaziamento que deve levar, pelo menos, de 20 a 30 dias:

“Enquanto as consequências da segunda onda estão no fim na região da capital, esse efeito ainda não chegou no extremo sul, na direção de Rio Grande e Pelotas”.

Na manhã de segunda-feira, nove dos dez pontos de medição em rios e lagoas monitorados pela Defesa Civil do estado estavam acima da cota de inundação, que marca o nível no qual os primeiros danos são observados na região impactada. O registro aponta que apenas o Rio Uruguai, na altura do município de Garruchos, na fronteira com a Argentina, estava abaixo da cota durante a medição. À noite, o rio Taquari, na altura de Muçum, também caiu ligeiramente abaixo da cota de inundação.

O Taquari, assim como os rios dos Sinos, Jacuí, Caí e Gravataí desembocam no Guaíba, que banha a região metropolitana de Porto Alegre, e que na segunda voltou a ultrapassar a marca dos 5 metros. A Defesa Civil estima que o nível do rio pode chegar a 5,6 metros nos próximos dias. Caso a previsão se confirme, a altura das águas do lago vai superar em 25 centímetros o recorde registrado no local.

A cota máxima do Guaíba foi registrada em 4 de maio, quando os medidores alcançaram 5,35 metros. O recorde anterior era da enchente de 1941, quando o nível do rio alcançou os 4,74 metros.

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