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Brasil Uma deputada acusou colega de copiar o seu projeto para distribuição de absorventes femininos de forma gratuita

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A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) comprou briga com o ex-presidente Lula. (Foto: Câmara dos Deputados)

A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) acusa a colega Tabata Amaral (PDT-SP) de copiar projetos dela que preveem a distribuição gratuita de absorventes higiênicos em escolas e unidades de atenção primária à saúde.

O projeto de Marília foi apresentado em 2019. O gabinete de Tabata chegou a pedir que ela ficasse com a relatoria da proposta. Isso não ocorreu. E, neste ano, a pedetista apresentou projeto igual ao da petista.

“O natural seria ela ter me procurado para que nós duas, junto com a relatora do meu projeto [a deputada Natália Bonavides], buscássemos algo que contemplasse as duas propostas. E não divulgar a ideia como se tivesse partido dela”, diz Marília Arraes.

Tabata diz que não sabia de nada. “O meu time pediu a relatoria, como faz sempre em propostas de áreas em que atuo, e ela foi negada, como acontece com vários pedidos. Eu não tinha conhecimento do projeto”, diz.

“Está me parecendo muito estranha essa postura dela [Marília]. Acho bastante machista, porque descobri ontem que logo que ela apresentou esse projeto, um deputado homem apresentou outro bem parecido e ela não se pronunciou.”

“Meu comentário sobre isso foi de que Tabata deveria ter me procurado, assim como procurado a relatora, e conversado sobre como incluir as duas ideias. Mas se ela quer se comparar ao deputado Boca Aberta, então é bom que revejo meus conceitos sobre ela”, afirma Marília.

Tabata ainda comentou a notícia em seu Twitter: “Essa é uma acusação grave e mentirosa q desqualifica a luta das mulheres em um mês tão simbólico. Eu não tinha conhecimento do PL da Dep. Marília Arraes. Quem ler os PLs verá que são diferentes. Minha briga não é com outra Dep., mas sim com o machismo. Cada um escolhe a sua luta”, escreveu a deputada.

Deboche

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, criticou neste sábado (7) a proposta de deputadas da oposição para o fornecimento gratuito de absorventes femininos em escolas e unidades de saúde. No Twitter, o ministro questionou o valor do plano e ironizou a ideia.

“A nova esquerda (colar de pérolas e financiada por monopolistas) quer gastar R$ 5 bilhões (elevando impostos) para fornecer ‘gratuitamente’ absorventes femininos. Como será o nome da nova estatal? CHICOBRÁS? MenstruaBR?”, disse Weintraub.

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