Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de setembro de 2019
Uma enorme sonda submarina desapareceu do fundo do mar que banha a costa báltica da Alemanha. O equipamento, que custa cerca de 300 mil euros (quase R$ 1,3 milhão), pesa quase 770 kg e é difícil que tenha sido arrastado por tempestades, marés ou grandes animais, segundo especialistas. As informações são da BBC News.
Em uma expedição, mergulhadores encontraram o cabo de abastecimento de energia rompido no local, a 22 metros de profundidade e a 1,8 km da costa.
Há zonas de exclusão na região, onde barcos, mesmo os pesqueiros, são proibidos naquela área da Baía de Eckernförde, a 70 km da fronteira dinamarquesa.
O equipamento alemão, dividido em uma unidade de abastecimento de energia e outra com sensores, ficava em uma dessas áreas proibidas.
Entre as hipóteses estão furto, intempéries, sabotagem ou acidente, no caso de a âncora de algum barco ter arrastado o equipamento até romper o cabo que o conectava à costa.
O “observatório submarino” desaparecido, instalado há três anos, deixou de enviar dados em 21 de agosto. Inicialmente, aventou-se a possibilidade de erro de transmissão, mas uma missão na semana seguinte detectou o desaparecimento.
Os instrumentos alemães estavam medindo a qualidade e outras características da água, incluindo temperatura, salinidade e níveis de concentração de oxigênio, nutrientes, clorofila e metano.
“Os dados que recebemos dali não têm preço. Eles ajudam a pesquisar mudanças no ecossistema do mar Báltico e possíveis medidas para elas”, afirma o professor Hermann Bange, chefe da pesquisa oceanográfica da Geomar, um centro científico em Kiel.
A empresa pediu que testemunhas relatem atividades suspeitas na região ou caso encontrem pedaços do aparato na costa. A polícia já foi notificada.
Sistemas de posicionamento global
Em outro caso, desde maio passado, grandes navios que cruzam o Estreito de Ormuz desaparecem misteriosamente dos sistemas de posicionamento global.
Não tem nada a ver com os navios-tanque que sofreram ataques naquela área ou com aqueles que a Guarda Revolucionária Iraniana apreendeu durante o verão.
São navios grandes que “se perdem” e geralmente aparecem no mesmo ponto – ou fora do Golfo – vários dias depois.
Uma grande parte deles tem a China como origem ou destino, mas nem sempre.
Nesta semana, um navio iraniano – o mesmo que a Marinha britânica reteve em Gibraltar em julho – desapareceu dos sistemas na costa da Síria, no Mediterrâneo.
“Desde maio, isso acontece o tempo todo”, disse à BBC News Mundo Samir Madani, cofundador do TankerTrackers.com, um site global de monitoramento de navios-tanque.
É, segundo Madani e outros especialistas consultados pela BBC News Mundo, uma nova tendência nessa área do mundo e também em outros mares próximos.
Em junho, um pequeno navio-tanque chinês se aproximou do Golfo Pérsico após 19 dias de viagem, desapareceu dos monitores por quase uma semana e depois reapareceu no mesmo ponto em que seu sinal havia sido perdido.
Antes e depois dessa data, outros navios de grande escala pararam de transmitir suas posições por dias, também na mesma área.
De fato, de acordo com dados do TankerTrackers.com, nos últimos 20 meses, cinco navios que navegam regularmente entre a China e o Golfo Pérsico fizeram cerca de 50 paradas nos portos da região, mas em outras 28 ocasiões desapareceram dos radares por dias ou semanas.
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