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Rio Grande do Sul Uma mulher de 54 anos é o primeiro caso fatal de dengue em Santa Cruz do Sul neste ano

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Vigilância em Saúde deflagrou série de mutirões em terrenos da cidade. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Santa Cruz do Sul)

Nesta segunda-feira (12), a prefeitura de Santa Cruz do Sul (Vale do Rio Pardo) confirmou oficialmente a primeira morte local por dengue em 2021. As autoridades municipais de saúde informaram que a vítima foi uma mulher  de 54 anos, moradores do bairro Pedreira. O óbito ocorreu no dia 30 de março mas os resultados só chegaram agora.

Desde o começo de janeiro, a cidade já registrou ao menos 224 casos da doença, causada pela fêmea do mosquito Aedes aegypti. Esse contingente apresenta predomínio de moradores de bairros localizados na área central da cidade e inclui 13 pessoas sob internação hospitalar no atual momento.

“Cerca de 80% das amostras de larvas que enviamos para o Estado são do mosquito da dengue”, impressionou-se o enfermeiro Tainã Bartel, coordenador da Vigilância Sanitária de Santa Cruz do Sul. “No Centro, a quantidade do mosquito é absurda.”

Vistorias

No último fim de semana, um grande mutirão foi realizado pela prefeitura para frear os casos de dengue. A atividade contou com o apoio de 170 pessoas, dentre agentes de saúde, de endemias, servidores de diversas secretarias e integrantes da Brigada Militar, Guarda Municipal e Exército.

De acordo com balanço divulgado pela Vigilância Sanitária, foram vistoriados mais de 2 mil imóveis – outros 700 devem receber novas visitas nesta semana, por estarem fechados no momento da ofensiva.

O órgão também estima que mais de 6,3 mil possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti foram identificados. Quase 210 toneladas de lixo já foram recolhidas, com o apoio logístico de 32 caminhões.

As equipes seguem vistoriando residências nos próximos dias, principalmente no bairro Arroio Grande, o segundo que mais teve casos confirmados até o momento. Ao menos 138 proprietários de terrenos serão notificados.

As visitas aos imóveis serão feitas por duplas, que ao ingressar nos pátios fazem uma vistoria completa nos locais, a fim de detectar a existência de focos do mosquito. Eles também ajudam os moradores na limpeza mostrando como proceder na eliminação de possíveis criadouros, focos e no recolhimento de entulhos.

Na incidência de criadouros fixos onde seja impossível a sua remoção, são chamados os agentes de endemias para fazer aplicação de larvicida.

Como de praxe, todos os moradores são orientados sobre os cuidados necessários para evitar possíveis criadouros. “Até uma tampinha de refrigerante se converte em um criadouro do mosquito”, frisou o coordenador local da Vigilância em Saúde.

Segundo a prefeitura, a colaboração dos moradores está diretamente relacionada ao êxito do mutirão: “É importante que a comunidade seja receptiva e compreenda a necessidade de tal iniciativa. Em 2019 essa mesma operação foi feita nos bairros Renascença e Universitário e deu muito resultado, tanto que até o momento não foram encontrados focos nesses dois bairros”.

(Marcello Campos)

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