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Mundo União Europeia já entregou vacinas suficientes para imunizar 70% dos adultos do continente

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que os países da UE precisam acelerar a vacinação. (Foto: Reprodução)

A União Europeia já entregou doses suficientes de vacinas contra o coronavírus para imunizar ao menos 70% da população adulta de países integrantes do bloco, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por meio de comunicado oficial.

Von der Leyen, que havia publicado em 9 de maio no Twitter que a União Europeia estava a caminho de seu objetivo de imunizar 70% dos adultos até o verão europeu, afirmou que os países da UE precisam acelerar a vacinação, e que cerca de 500 milhões de doses seriam distribuídas pelo bloco até este domingo (11).

“A União Europeia manteve sua palavra. Neste fim de semana, nós entregaremos doses suficientes de vacinas para Estados membros estarem em uma posição possível para a vacinação de ao menos 70% dos adultos até o fim do mês”, afirmou a presidente em um comunicado em vídeo.

“Mas a Covid-19 ainda não foi derrotada. Nós estamos preparados para enviar mais vacinas, incluindo contra novas variantes”, afirmou ela, que foi alvo de críticas no começo de 2021 devido ao fracasso em cobrar as farmacêuticas para entregarem as doses seguindo os prazos contratuais.

A UE firmou um compromisso há tempos para ter vacinas o suficiente para toda a população elegível até o fim de setembro, e afirmou em maio que estava confiante na quantidade de vacinas adquiridas para atingir este objetivo.

O bloco, que tem coordenado a aquisição de vacinas para todos os estados membros, tem utilizado em larga escala a vacina da Pfizer/BioNTech, mas também busca comprar doses de outros imunizantes. Na última semana, a Comissão afirmou que os países-membros adquiriram cerca de 40 milhões de vacinas adicionais produzidas pela Johnson & Johnson.

A UE também emitiu alertas sobre a variante Delta, de alto potencial de contágio, que pode se tornar dominante na Europa neste verão, afirma a agência sanitária europeia.

Estudos recentes mostraram que a variante Delta reduz os efeitos da vacina em relação a uma infecção sintomática, mas tomar duas doses dos imunizantes já é o suficiente para prevenir efeitos mais graves e mortes.

Medidas contra a variante

A variante Delta continua se propagando rapidamente e preocupando os governos europeus. Vários países anunciaram novas medidas para tentar barrar o aumento de infecções pela linhagem que é altamente contagiosa e vem sobretudo infectando pessoas que não se vacinaram.

A região da Catalunha, no nordeste da Espanha, restabeleceu algumas restrições sanitárias, como o fechamento de discotecas e locais de diversão noturnos. Também será necessário apresentar um teste negativo à Covid-19 ou estar vacinado para participar de eventos ao ar livre com mais de 500 pessoas.

“A situação epidemiológica na Catalunha é extremamente complicada”, explicou a porta-voz do governo catalão, Patricia Plaja. Segundo ela, a quantidade de casos na região aumenta em ritmo exponencial, sobretudo entre os jovens.

Na Holanda, o primeiro-ministro Mark Rutte anunciou novas medidas que passaram a valer neste último fim de semana, como o fechamento de discotecas. Bares e restaurantes deverão parar de funcionar à meia-noite.

Na França, apesar de a Delta representar quase 50% das novas contaminações, as discotecas reabriram na semana passada, mas apenas para quem possui o passaporte sanitário. O governo francês cogita tornar a vacinação obrigatória aos profissionais de saúde e novos anúncios são esperados nesta segunda-feira (12), quando o presidente Emmanuel Macron fará um pronunciamento.

Já as Forças Armadas da Letônia afirmaram que todos os militares na ativa serão vacinados até o próximo mês de agosto. Quem não estiver de acordo com a decisão corre o risco de perder o emprego.

A Rússia, que enfrenta uma forte onda da variante Delta, anunciou um novo recorde no sábado (10): 752 óbitos em 24 horas. No mesmo período, 25.082 novos casos foram registrados no país, dos quais 5.694 na capital Moscou.

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