Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de maio de 2016
Um estudo da Universidade Metodista de São Paulo revelou que a facilidade de comunicação em tempos de internet e de redes sociais causa um impacto negativo no trabalho. É o chamado “tecnostress” ou dependência incontrolável das redes sociais na vida pessoal, o que já invadiu o ambiente profissional.
O estudo, coordenado pelo professor Alexandre Cappellozza, aponta que as facilidades que o mundo digital oferece nem sempre são positivas.
A pesquisa de mestrado aponta que pelo menos 15% da distração ocorrida entre os profissionais investigados é explicada pelo uso compulsivo de dispositivos como WhatsApp, Facebook Messenger e Skype – os campeões de preferência entre os comunicadores instantâneos.
Prejuízos da tecnologia.
“A distração eletrônica é o mais novo desafio colocado às empresas. É possível bloquear o acesso de computadores corporativos às redes e aplicativos, mas não o celular, um instrumento privado”, comenta o professor Alexandre Cappellozza. Esse é o “lado negro” da tecnologia, avalia o especialista.
Foram ouvidos 283 profissionais, dos quais 63 (22,2%) usam dispositivos digitais acima de 15 minutos por hora durante o trabalho. Isso significa uma hora e 35 minutos em um expediente comercial médio, de nove horas.
E pelo menos 15% de um grupo de 150 funcionários considerados aficcionados perdem totalmente a concentração porque estão magnetizados. Metade (50,1%) dos pesquisados usa os aplicativos no expediente acima de 5 minutos por hora.
Ficou constatado que a distração se deve muito mais à imersão do usuário do que à frequência com que passam os olhos sobre os dispositivos. Tanto assim que há quem consiga se abster: 0,9% dos pesquisados veem os alertas no celular acima de dez vezes por hora, mas não respondem.
Os usuários que perdem a concentração ficam totalmente mergulhados nas tecnologias do telefone. “Com a imersão, você interrompe o que está fazendo para interagir. Com a frequência, você dá uma rápida olhada e adia a resposta ao emitente”, explicou professor.
As vítimas, além de perder o controle do próprio tempo, podem desenvolver doenças relacionadas ao isolamento, o que pode aumentar a demanda aos psicólogos. (AD)
Os comentários estão desativados.