Terça-feira, 14 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 9 de março de 2022
Na mensagem, ex-vereador diz que novos vereadores, "muitos deles jovens, negros", não tem "nenhuma tradição política"
Foto: DivulgaçãoO ex-vereador de Porto Alegre Valter Nagelstein (PSD) foi condenado pelo crime de racismo por conta de um áudio enviado por WhatsApp em que criticava a eleição de vereadores negros no pleito de 2020, no qual foi candidato à prefeito.
A decisão de primeira instância impôs pena de dois anos de reclusão em regime aberto, mas foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa de 20 salários mínimos, além de uma multa adicional.
Nagelstein, que atualmente dirige o Instituto de Previdência dos Servidores de Canoas, afirma que vai recorrer da decisão.
No áudio, enviado a um grupo com outros candidatos e apoiadores, o então candidato comenta a eleição de “cinco vereadores do PSOL, muitos deles jovens, negros” e “sem nenhuma tradição política, sem nenhuma experiência, sem nenhum trabalho e com pouquíssima qualificação formal”.
Ele se refere aos vereadores Bruna Rodrigues (PCdoB), Matheus Gomes (PSOL), Karen Santos (PSOL), Daiana Santos (PCdoB) e Laura Sito (PT), todos eleitos pela primeira vez em 2020.
Nota de Valter Nagelstein
“Sou neto de uma negra e de um judeu fugido da guerra, circunstâncias que jamais omiti e que trago como partes de mim, com orgulho, como mostra um poema que fiz aos meus avós em 2009 – e que foi publicado na minhas redes sociais então, e trazido a esse absurdo processo.
Recebo a sentença com profunda tristeza, porque mostra exatamente o que tenho denunciado, o judiciário e a educação tomados por ideologia. Isto sim põe a democracia em risco, porque criminalizam a nossa forma de pensar e impõem aos nossos filhos o que é certo ou errado segundo a visão de militantes.
Recorrerei junto com meus advogados e sigo acreditando na justiça imparcial, aquela que aprendi a ver o meu pai, como magistrado, perseguir e aplicar”.
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Concordo totalmente com este pensamento, inclusive não vi absolutamente nada de racismo no que foi dito, a não ser que haja mais coisas que não foram transcritas no notíciário. A palavra “negros”poderia ser substituida por “POBRES” e não mudaria nada no sentido da frase, que é acusar a ideologização de tudo no País, onde qualquer referência a negros é considerada racismo.
Sou admirador e eleitor do Valter e concordo com ele quando diz que o judiciário e a educação estão tomados por ideologias. E o pior, ideologias macabras e funestas. Nojento isto.
SEMPRE VOU CONDENAR A SOBERBA DAS PESSOAS, ONDE ELAS ACHAM QUE UMA PESSOA POR SER POBRE, NEGRO, NÃO PODEM TER CARGOS PÚBLICOS, QUANDO ELE FALA QUE SÃO JOVENS, SEM NENHUMA EXPERIÊNCIA, ESQUECE DE CITAR COM QUANTOS ANOS DE EXPERIÊNCIA ELE TINHA QUANDO SE CANDIDATOU PELA PRIMEIRA VEZ, QUANDO ELE FALA QUE O PESSOAL NÃO TEM QUALIFICAÇÃO FORMAL, DEVERIA CITAR AS DELE E DE VÁRIOS VEREADORES ELEITOS QUE JÁ PASSARAM PELA CAMARA DE VEREADORES, QUANDO ELE FALA EM NENHUMA TRADIÇÃO POLÍTICA, ELE ACHA QUE O POVO NÃO TEM O DIREITO DE RENOVAR OS VEREADORES, MUDANDO OS TRADICIONAIS, PELO JEITO ELE ACHA… Leia mais »
Acho um axagero pra mim um comentário normal se me chamar de negro eu sou negro mesmo e se disser que eu não tenho experiência em alguma função e não tiver com toda a certeza eu não ficaria ofendido o problema no Brasil hoje é o aparelhamento dos poderes tudo entra a ideologia macabra e perigosa espero que o es vereador consiga reverter o processo!
Quando se entra na política, sendo muito jovem, realmente não tem experiência em nada, sendo negro ou branco, vai adquirir com o tempo.
Mas, o mesmo Poder que considerou o racismo um crime hediondo não deveria dar tratamento idêntico à corrupção pública ????