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Saúde Variante Mu de covid: o que você precisa saber sobre nova mutação que preocupa o mundo

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Há dois meses, o homem contraiu coronavírus e foi internado em estado grave em um hospital, tendo transmitido a doença para a menina. (Foto: Reprodução)

A OMS (Organização Mundial da Saúde) acrescentou uma nova variante do coronavírus à sua lista de monitoramento. É chamada de variante Mu, classificada como uma variante de interesse (VOI). Esse termo significa é que a Mu tem diferenças genéticas em relação a outras variantes conhecidas e está causando infecções em vários países, portanto, pode representar uma ameaça específica à saúde pública.

É possível que as alterações genéticas da variante Mu possam torná-la mais transmissível, responsável por doenças mais graves e mais capaz de escapar da resposta imune impulsionada por vacinas ou infecção com outras variantes. Isso, por sua vez, pode fazer com que a variante seja menos suscetível a tratamentos.

Observe a palavra “pode”. Uma variante de interesse (VOI) não é uma variante de preocupação (VOC), que é uma variante que comprovadamente adquire uma dessas características, tornando-a mais perigosa. A Mu está sendo monitorada de perto para ver se deve ser reclassificada como uma VOC. Temos que esperar que não.

Existem quatro outras VOIs sendo monitoradas pela OMS — Eta, Iota, Kappa e Lambda — mas nenhuma delas foi reclassificada como VOC. Isso pode acontecer também com a Mu, mas é preciso aguardar mais dados.

O que torna Mu particularmente interessante (e preocupante) é que ela tem o que a OMS chama de “constelação de mutações que indicam propriedades potenciais de escape imunológico”. Em outras palavras, tem a marca de ser potencialmente capaz de driblar a proteção da vacina existente.

Mu foi identificada pela primeira vez na Colômbia, em janeiro de 2021, quando recebeu a designação de B1621. Desde então, foi detectada em 40 países, mas estima-se que atualmente seja responsável por apenas 0,1% das infecções em todo o mundo.

Mu tem sido muito mais prevalente na Colômbia do que em qualquer outro lugar. Ao analisarmos as amostras de coronavírus que foram sequenciadas geneticamente, 39% das analisadas na Colômbia foram Mu — embora nenhuma amostra de Mu tenha sido registrada lá nas últimas quatro semanas.

Em contraste, 13% das amostras analisadas no Equador foram Mu, com a variante representando 9% das amostras sequenciadas nas últimas quatro semanas, enquanto no Chile pouco menos de 40% das amostras sequenciadas foram Mu no último mês. Isso sugere que o vírus não está mais circulando na Colômbia, mas está sendo transmitido em outros países sul-americanos próximos. No Brasil, dois casos foram confirmados no Estado do Amazonas.

Até agora, 45 casos foram identificados no Reino Unido por meio de análises genéticas e parece que vieram do exterior. No entanto, como nem todos os casos de covid-19 acabam sendo sequenciados para ver qual variante são, é possível que a prevalência de Mu no Reino Unido seja maior.

As questões principais são se Mu é mais transmissível do que a variante dominante hoje no mundo, a Delta, e se ela pode causar doenças mais graves.

Mu tem uma mutação chamada P681H, identificada pela primeira vez na variante Alfa, que é potencialmente responsável por uma transmissão mais rápida. No entanto, este estudo ainda está em fase de pré-print, o que significa que suas descobertas ainda precisam ser revisadas formalmente por outros cientistas. Não temos certeza dos efeitos do P681H no comportamento do vírus ainda.

A Mu também tem as mutações E484K e K417N, que estão associadas à capacidade de escapar anticorpos contra o coronavírus: as evidências sobre isso são mais concretas. Essas mutações também ocorrem na variante Beta e, portanto, é possível que a Mu possa se comportar como a Beta, contra a qual algumas vacinas são menos eficazes.

Mu também tem outras mutações – incluindo R346K e Y144T – cujas consequências são desconhecidas, daí a necessidade de análises adicionais. As informações são da BBC News.

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