Sábado, 19 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de fevereiro de 2023
Em seu discurso xenofóbico, o parlamentar pede que os produtores da região "não contratem mais aquela gente lá de cima"
Foto: DivulgaçãoO vereador Sandro Fantinel (Patriota), de Caxias do Sul, fez um comentário xenofóbico ao usar a tribuna nesta terça-feira (28) e questionar a repercussão do caso de trabalhadores resgatados em situação de escravidão nas vinícolas da cidade vizinha de Bento Gonçalves. De acordo com o deputado estadual Leonel Radde (PT), um Boletim de Ocorrência contra a fala foi registrado.
À imprensa, o vereador afirmou que só falou da Bahia “porque é a Bahia que tá envolvida no processo de Bento Gonçalves, se fosse Santa Catarina, eu teria falado Santa Catarina”. Ele acrescentou que se arrepende de ter dito que “a única cultura que os baianos têm é viver na praia tocando tambor”.
Mais de 200 pessoas foram resgatadas de um alojamento em Bento Gonçalves onde eram submetidas a trabalho análogo à escravidão durante a colheita da uva para as vinícolas. Os trabalhadores foram contratados pela Fênix Serviços Administrativos e Apoio à Gestão de Saúde Ltda, que oferecia a mão de obra para as vinícolas Aurora, Cooperativa Garibaldi, Salton e produtores rurais da região. Eles afirmam que eram extorquidos, ameaçados, agredidos e torturados com choques elétricos e spray de pimenta.
Em seu discurso xenofóbico, o parlamentar pede que os produtores da região “não contratem mais aquela gente lá de cima”, se referindo a trabalhadores vindos da Bahia. A maioria dos trabalhadores contratados para a colheita da uva veio daquele estado. Fantinel sugere que se dê preferência a empregados vindos da Argentina, que, segundo ele, seriam “limpos, trabalhadores e corretos”.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), dos 207 empregados resgatados do alojamento em Bento Gonçalves, 194 voltaram para a Bahia, quatro ficaram no RS e nove eram gaúchos de Rio Grande, Montenegro, Marau e Carazinho, que voltaram para suas cidades.
Repercussão
O deputado estadual Leonel Radde (PT) disse que foi registrado um Boletim de Ocorrência contra o vereador. “Acabamos de registrar um novo Boletim de Ocorrência contra a fala racista do vereador de Caxias do Sul/RS, Sandro Fantinel, que declarou que ‘baianos são sujos e sabem apenas tocar tambor e dançar'”. O deputado ainda disse que “o Rio Grande do Sul e o Brasil não são lugares para racistas, escravocratas!”
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) também se manifestou no Twitter sobre a fala do vereador. “Eu repudio veementemente a apologia à escravidão e não permitirei que tratem nenhum nordestino ou baiano com preconceito ou rancor.”
“É desumano, vergonhoso e inadmissível ver que há brasileiros capazes de defender a crueldade humana. Determinei, portanto, a adoção de medidas cabíveis para que o vereador seja responsabilizado pela sua fala”, afirmou o governador.
As declarações do vereador também provocaram respostas de seus colegas de Câmara em Caxias do Sul. Lucas Caregnato (PT) disse que as palavras usadas foram de “cunho xenofóbico, preconceituoso e discriminatório”. Rafael Bueno (PDT) pediu que a Câmara emita uma nota “pedindo desculpas, porque a gente não comunga com qualquer prática de intolerância, seja com imigrantes ou trabalhadores que procuram nossa região para sobreviver”.
Responsabilidade
O presidente da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, José Pascual Dambrós (PSB), afirmou que Fantinel “tem responsabilidade de responder por sua fala”, que, segundo ele, não reflete o pensamento da cidade ou da Câmara. Contudo, não quis se comprometer com uma ação contra o colega. Segundo ele, uma medida contra o vereador só deve ser tomada caso haja representação no Conselho de Ética da casa.
“A fala de um vereador não representa a cidade. O que representa a cidade é a hospitalidade e a harmonia com que recebemos gente de fora do país e do estado. Mais da metade dos vereadores veio de fora da cidade, precisamos respeitar todo o povo, inclusive temos muita gente de outros municípios, de outras regiões e até de outros países trabalhando na cidade”, avalia.
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Esse pessaol da séra não pensa antes de falar? Que barbaridade chê…
Cadeia Nele?
posição é uma coisa, isso q ele falou é outra coisa, e bem diferente
Não se pode mais expor posições que vem essa turminha da lacração esquerdista, hipócritas!
Cara o Rivotril tá em promoção na Panvel. Já comprei.
Cara vc é doente ,vá se tratar ,duvido que ogovernador tenha falado esta besteira ..
Vara vc é doente vá se tratar,.
Votaram no ladrão , fizeram o “L” o próprio governador disse ” a Bahia tem a maior concentração de vagabundos por metro quadrado”, fiquem em seus Estadoa e peçam a picanha da vaca louca e cerveja, aguardem que o ” pai” dos pobres vai salva-los.
Este é o pensar dos rolas cansadas ,que se sentem incomodados com o povo nordestino suas festas ,seu crescimento, pela cara dele se ve que é carente de inteligencia e bom senso ,então este é o motivo de falar tanta asneiras ,este idiota não penspou no prejuizo que esta atitude desta gente vai trazer aos produtores de vinhos no mercado internacional ..
Ele apenas deixou escapar a cultura facista histórica de Caxias de Sul, que vem desde a época do imigrantes, e empresários como Abramo Eberle aderiram ao facismo de Mussolini. Isso é história, não é conversa de de esquerdista.
Falou tudo, se você não tem sobrenome italiano ou muito dinheiro faz parte da escória. Ou como já ouvi falarem baixinho, “negri scorsi”
Surpresa zero. Para quem é daqui do sul, sabe que a xenofobia e o racismo fazem parte da cultura de toda a serra gaúcha. Lá na Serra Gaúcha, caso você não seja branco e de origem europeia você não é considerado ser humano. Aliás, está abaixo dos bichos. Infelizmente lá a cultura dominante é essa. A máscara apenas caiu para o resto do Brasil. Antes tarde do que nunca…
Em primeiro lugar, parece desconhecer os fatos. Em segundo, o município de Caxias do Sul não tem interferência alguma sobre a tributação FEDERAL do combustível.
Essa sem noção aí deve apoiar o que o chorão fez com yanomamis.
suposta? é serio mesmo o q a senjora esta falando?
A suposta condição análoga à escravidão é mimimi da esquerdalha para desviar a atenção da população, e enquanto isso, volta a tributação sobre os combustíveis, por exemplo. Aliás, falando na exorbitante carga de impostos a que todos os brasileiros estão submetidos podemos afirmar com convicção que todos os pagadores de impostos no Brasil são escravos dos políticos.