Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2016
No começo era a febre amarela. Depois veio a dengue. Mais recentemente a chikungunya e, logo depois, o zika. Entre especialistas em epidemias, o pensamento é um só: sabe-se lá o que pode vir mais daqui para frente. Em comum, todas as doenças compartilham o mesmo vetor de transmissão, o mosquito Aedes aegypti.
Sabe-se na literatura médica que pelo menos mais 17 outros vírus podem ser carregados pelo mesmo mosquito, mas ninguém se arrisca a dizer se algum deles pode se mover nem qual poderia ser o próximo a chegar ao Brasil. Trabalhos de vigilância dos países e de instituições como a Organização Mundial de Saúde e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos tentam fazer essas estimativas, mas nem eles imaginavam há pouco mais de dois anos que o zika, por exemplo, poderia ter a movimentação que teve. Descoberto em 1947 na floresta de Zika, em Uganda, ficou por cerca de 60 anos contido entre alguns países da África e da Ásia.
Em 2007, começou a andar para o Leste, indo para Micronésia, depois ilhas do Pacífico, Polinésia Francesa, até chegar ao Brasil – provavelmente na Copa do Mundo de 2014 ou em um campeonato de canoagem. Não que o Brasil não estivesse à espera de ser “visitado” por outro vírus transmitido por mosquitos. Desde 1999, quando o vírus do Nilo Ocidental causou um surto em Nova York e passou a se espalhar pelos Estados Unidos – depois de passar anos sem se mexer na África e saltar para a Europa em meados dos anos 1990, o País iniciou um trabalho de vigilância para ver se ele chegava por aqui. (AE)
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