Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2016
Cientistas suspeitam que a epidemia de vírus da zika esteja por trás do surto de bebês nascidos com microcefalia e outros defeitos congênitos no Brasil. Mas como eles provarão isso? Autoridades brasileiras se apressaram em estabelecer essa conexão no último outono. O ministro da saúde, Marcelo Castro, afirmou ter “certeza absoluta” de que o vírus transmitido por mosquitos era a causa. Mas há quem não tenha tanta certeza.
Apesar de a evidência estar se acumulando, até agora ela é circunstancial. “A mera presença do vírus não significa que ele tenha causado um problema de nascença, significa que há uma probabilidade”, afirma Arnold Monto, epidemiologista da Universidade de Michigan (EUA). “A investigação ainda está em seus estágios iniciais. Ela começou após médicos brasileiros terem notado durante o outono um aumento no nascimento de bebês com microcefalia, que pode ter diversas causas.
A microcefalia não tinha sido vista em epidemias de zika no passado. Bebês com esse problema possuem cabeças menores do que o normal e, com frequência, têm cérebro que não se desenvolveu adequadamente. Testes detectaram o vírus no tecido cerebral de alguns bebês com microcefalia. Mas provar a relação de causa e consequência é como uma investigação criminal.
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