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Brasil Vice-presidente da República está mais fortalecido diante da crise, mas precisa controlar Eduardo Cunha, dizem peemedebistas

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Michel Temer caminha para se consolidar como alternativa de poder ao governo. (Foto: Antonio Cruz/Abr)

Prestes a deixar o comando da articulação política, o vice-presidente da República Michel Temer caminha para se consolidar como alternativa de poder ao governo, avaliou o seu partido, o PMDB.
Para alguns dos principais integrantes da legenda, o peemedebista é o beneficiário direto da crise tanto na hipótese de um desfecho dramático, caso de uma interrupção do mandato de Dilma Rousseff, quanto na possibilidade de a petista seguir no cargo fragilizada até 2018, o que aumentaria a influência interna de Temer no papel de fiador político.
A única saída que não inclui o vice-presidente está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que analisa pedido da oposição para anular as eleições do ano passado. Um desfecho assim excluiria a ambos. Dilma conseguiu respirar melhor nos últimos dias graças ao apoio de empresários contrários à tese do impeachment e à recuperação do diálogo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
As investidas do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a favor de projetos com forte impacto fiscal sedimentaram entre os chamados barões do PIB (Produto Interno Bruto), o temor de que a guerra política exaurisse as chances de recuperação econômica no médio prazo. No partido, nota-se que nenhuma das reações que aliviaram a vida do governo recentemente foi costurada pelo Planalto. Passivo, o Executivo aposta na reaproximação com sua base social para se manter no poder contra eventuais tentativas de deposição.
De duas semanas para cá, peemedebistas com interlocução junto ao setor privado começaram a medir o pulso do mercado para entender as razões do relativo suporte à manutenção do governo.
Conforme esses relatos, Temer está mais fortalecido, mas ainda precisa mostrar ser capaz de controlar Cunha, o que não ocorreu nas últimas semanas, e sinalizar que ele pode, de fato, reunificar o País, o que inclui o PT, caso a tarefa de administrar o Brasil caia no seu colo. (Folhapress)

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