Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de fevereiro de 2016
Após protagonizarem uma série de acusações públicas, o vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, reuniu-se com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para fechar um acordo que garante a sua permanência à frente do comando da sigla. Ficou acertado que na convenção partidária, em março, haverá o lançamento de uma chapa única e o grupo ligado a Calheiros dividirá com aliados de Temer os principais cargos da executiva do PMDB.
No fim do ano passado, Calheiros chegou a articular o lançamento de uma chapa para disputar contra o atual presidente, no cargo desde 2001. Os aliados do alagoano reclamavam que Temer teria se aliado ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para patrocinar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, de quem Calheiros é aliado, e alijou os senadores do partido da discussão.
“Renan e Michel tiveram uma conversa boa, esclareceram as coisas e se acertaram”, afirmou um peemedebista. Contribuiu também para selar o acordo o fato de o vice-presidente passar a falar, em privado e em público, que o impeachment de Dilma havia perdido força.
Pelo acerto, a tendência é que a nova composição da cúpula do PMDB pelos próximos dois anos tenha, além da permanência de Temer, o senador Romero Jucá (RR) como 1° vice-presidente, cargo hoje ocupado pelo senador Valdir Raupp (RO). (AE)
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