Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de fevereiro de 2016
Na primeira reunião de líderes partidários após o recesso parlamentar, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avisou que aguardará o julgamento dos questionamentos que fez ao rito do impeachment julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), mas não a publicação do acórdão. Vai esperar a decisão também para garantir a instalação das comissões permanentes da Casa.
Cunha argumentou aos líderes que o parecer do STF deixa dúvidas que precisam ser esclarecidas não só em relação à comissão especial do impeachment, mas também cria obstáculos para que a eleição dos novos presidentes aconteça. Alguns líderes partidários criticaram a postura em relação às comissões permanentes, mas outros apoiaram a decisão e lembraram que geralmente elas só são instaladas em março de cada ano.
O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), preferiu não polemizar em relação às comissões permanentes: “O Supremo vai julgar rápido, não precisa estressar antes do tema”. O novo líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), também minimizou e disse acreditar que o STF, diante da importância do tema, deverá decidir logo a questão. “É uma decisão do presidente da Câmara e acho que forçará o Supremo a decidir. Eu acho ruim para o Parlamento, mas apoio a decisão institucional de recorrer contra por entender que houve interferência no Legislativo”, opinou. (AG)
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