Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de setembro de 2026
Depois de quase duas décadas construindo uma carreira na moda, Victoria Beckham finalmente obteve lucro operacional com sua própria marca. A Victoria Beckham Holdings registrou em 2025 esse marco pela primeira vez desde a criação da empresa, em 2008: £ 7,3 milhões (cerca de R$ 51 milhões). O resultado representa uma virada em relação ao prejuízo de £ 1,6 milhão do ano anterior e foi celebrado pela companhia como um momento importante em sua “transformação” em um grupo global de luxo.
“Construídas com paciência e rigor, as bases agora são muito sólidas à medida que entramos no próximo capítulo de expansão global disciplinada”, disse David Belhassen, presidente da Victoria Beckham, em um comunicado divulgado à imprensa.
No ano passado, a imagem da esposa de David Beckham ganhou novo impulso com o documentário homônimo lançado pela Netflix. A produção ajudou a ampliar a presença da marca em um momento de expansão internacional.
Na empresa, a moda segue como um dos principais pilares do negócio, com destaque para vestidos e peças que se tornaram assinaturas da estilistas. Em 2025, a receita total da empresa cresceu 15%, chegando a £ 129,8 milhões (o equivalente a quase R$ 910 milhões).
Demanda por moda sustenta crescimento
A marca de moda foi beneficiada pela demanda por peças de alfaiataria, roupas para ocasiões especiais e itens para o dia a dia com posicionamento premium. A divisão de beleza teve um dos melhores desempenhos de sua história. A empresa destacou, especialmente, a procura por sua linha de bases.
Com o resultado de 2025, a Victoria Beckham Holdings completou seu quinto ano consecutivo de crescimento de receita na casa de dois dígitos. A companhia afirmou que essa tendência continuou no primeiro semestre deste ano.
O desempenho ocorre em um cenário desafiador para o mercado de luxo. Consumidores vêm reduzindo gastos diante do aumento do custo de vida e das incertezas geopolíticas relacionadas à guerra no Oriente Médio, que também afetaram o movimento no polo de compras de Dubai.
A Victoria Beckham se posiciona em uma categoria conhecida pelo chamado “luxo silencioso”, marcado por peças minimalistas e sem grandes logotipos. Esse segmento tem apresentado maior resistência recente do que marcas associadas a elementos mais chamativos.
Porém, a categoria ganhou força com marcas como The Row, fundada pelas gêmeas Olsen, e a grife de Phoebe Philo, que vêm conquistando consumidores de maior poder aquisitivo.
A pressão sobre o setor é visível também entre as maiores companhias globais de luxo. As ações da LVMH, dona da Louis Vuitton, e da Hermès caíram mais de 20% no acumulado de 2026, em meio à desaceleração da indústria. Com informações dos portais O Globo e Exame.
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