Sábado, 13 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 29 de julho de 2015
Uma mulher foi vítima do golpe do falso sequestro, mas percebeu o crime e gravou um vídeo da conversa com o criminoso. Anali Furtado, moradora do Sumaré (SP), não se intimidou com a farsa. O argumento do homem do outro lado da linha mencionava a filha dela, que estava em casa.
“No começo foi uma mulher chorando muito, falando assim: Mãe, eu fui assaltada, estou dentro de um carro com quatro homens! Aí, ele pegou e assumiu a ligação, falando: Estou com a sua filha”, conta Anali.
Segundo a vítima, o homem disse que pegou a suposta filha dela por engano e perguntou quanto ela estava disposta a pagar para tê-la de volta. “Primeiro ele falou que queria 7 mil reais e depois 10 mil reais. Eu tenho uma filha de 8 ano e ela estava comigo na hora”, aponta.
Ela decidiu manter a conversa para saber até onde o criminoso iria com a farsa. “Quis segurar pra mostrar para as pessoas que esses golpes ainda acontecem e até aonde eles iriam. Ainda tem gente que cai nesse tipo de golpe”, observa.
O golpista perguntou onde ela estava e chegou a orientar como ela deveria fazer para pegar o dinheiro em um caixa eletrônico. Em seguida, Anali frustrou a ação do homem e disse que sabia que era um golpe.
Vítimas na família.
Ela já conhecia o golpe e disse que duas pessoas da sua família já foram vítimas. “Tem uma parente que recebeu uma ligação falando que era a filha e, como ela também estava em casa, desligou. Outra pessoa recebeu a ligação, dizendo que a vítima era a filha, mas só tem filhos homens”, relata.
Apesar do fato de estar com a filha em casa durante o golpe, Anali garante que não ficaria nervosa se tivesse recebido a ligação sozinha. Além de manter a calma, ela destaca a importância de prestar atenção nos detalhes da ligação.
“Tinha muito barulho, parecia presídio. Ele ligou de um número desconhecido. Pelo conhecimento que a gente tem, tem que pedir para eles retornarem o contato e tentar o contato com a pessoa envolvida pra ver se é verídico.”
Como agir.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima da ligação não deve depositar nenhum dinheiro para os falsos sequestradores. Também vale desconfiar de telefonemas desconhecidos ou de pesquisas pedindo informações. Se houver crianças na residência, é preciso orientá-las a não passar informações sobre quem está ou não na casa. Outra opção é ligar no número 190 para receber as orientações durante a ocorrência do golpe. (AG)
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