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Carlos Roberto Schwartsmann Viva Ancelotti!

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Pertenço ao grupo de pais de alunos do Colégio Farroupilha (GPACF). Ele existe há mais de 50 anos. A intenção inicial era formar um grupo para jogar futebol no colégio. Com o passar do tempo se transformou numa agremiação de atividades esportivas, sociais e filantrópicas.

Há vários anos competimos internacionalmente no AFYA WORLD MASTER CUP para jogadores amadores acima de 60 anos.
Sem condições mais para jogar fui escalado para treinador. Há 3 anos, jogando na Catalunha, Espanha, fui exercer meu cargo, vestido de abrigo todo amarelo. Até o chapéu e as chuteiras eram de mesma cor.

Inicialmente fomos bem, pois vencemos os dois primeiros jogos. Entretanto, no primeiro mata-mata perdemos por 2 a 1.
No final do jogo, após cumprimentar os adversários, ao sair do campo, o juiz, que era português, me cumprimentou e disse uma frase que jamais vou esquecer:

“Certamente não ganharás o título de melhor técnico, mas certamente irás ganhar o prêmio de treinador mais estiloso.”
Nós, brasileiros, não costumamos usar muito esta palavra. No dicionário diz que: “É alguém com bom gosto, visual marcante, chique e refinado”.

Agora, recém finda a primeira etapa da Copa do Mundo, o “New York Times” promoveu um ranking dos técnicos mais elegantes. Os jurados avaliaram o visual do treinador na beira do gramado.

Avaliaram postura, vestimenta, calçados e adornos.

Como o mais stylish (Estiloso) e elegeram o técnico do Paraguai, Gustavo Alfaro: “É o terno, é a gravata, é o cinto, é o botom da federação paraguaia”.

Nosso treinador Carlo Ancelotti ficou, injustamente, no 13º lugar. Acho que representou com mérito a histórica e tradicional elegância italiana de sempre vestir bem! Talvez o uso do colete tenha sido um exagero, pois os dias estavam muito quentes. Recebeu críticas, também dos julgadores que, às vezes, a gravata estava torta!

Mas também ganhou elogios: “Visual limpo e elegante que combinou com sua postura tranquila na beira do gramado”.
Nesta Copa, 27 das 48 seleções foram comandadas por técnicos estrangeiros. É um recorde histórico! Só os argentinos têm seis treinadores.

Entretanto, a respeito de Ancelotti, como vivemos num país tropical, sempre nos chamou a atenção que o nosso treinador usasse colete e gravata. Contudo, se diferenciando dos demais, somente ele conseguiu emocionar o país que representa cantando o hino nacional.

Justificando ele proclamou: “Hoje eu sou brasileiro”.

VIVA ANCELOTTI!

(Carlos Roberto Schwartsmann – Médico e Professor universitário – schwartsmann@gmail.com)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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