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Brasil Voto feminino em Bolsonaro dobrou desde agosto, indica o Ibope

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Candidato chega a 26% entre mulheres, mas há dois meses índice era de 13%. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil)

As intenções de voto do eleitorado feminino no candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, no Ibope dobraram desde agosto. De acordo com a última pesquisa do instituto divulgada nessa quarta-feira (realizada entre os dias 1 e 2 de outubro, com 3.010 entrevistados, com margem de erro de 2 pontos porcentuais e sob o registro BR-08245/2018), o candidato chega a 26% entre as mulheres. Há dois meses, esse índice era de 13%.

Ainda considerando só o eleitorado feminino, Fernando Haddad (PT) tem 22%, Ciro Gomes (PDT), 12%, Geraldo Alckmin (PSDB), 8%, e Marina Silva, 4%.

“O que percebemos é que as mulheres que hoje declaram voto ao Bolsonaro têm um perfil mais semelhante ao dos homens: renda mais alta, maior escolaridade e mais concentrado em Sul e Sudeste”, afirmou a diretora do Ibope, Márcia Cavallari, na quinta-feira, em entrevista à Rádio Eldorado.

Considerando todo o universo de eleitores, o candidato do PSL tem 32% e o petista Fernando Haddad, 23%.

Segundo Márcia, os resultados da pesquisa apontam para um provável segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, considerando que não houve nenhuma movimentação mais significativa entre os outros candidatos. Além disso, o capitão tem 30% e o petista, 19% de intenção de votos na pesquisa espontânea (quando o nome dos candidatos não é apresentado), o que representa “um voto muito forte, muito consolidado”.

Uma vitória em primeiro turno de Bolsonaro, no entanto, seria mais difícil. “A possibilidade existe, mas é muito pequena”, disse Márcia. “Nos últimos dias o eleitor se movimenta mais, mas teria que ser uma movimentação muito brusca e em todo o País”, avaliou.

Ciro
A diretora do Ibope também explica por que, apesar de estar em terceiro nas intenções de voto, o candidato do PDT, Ciro Gomes, é o único que não empata tecnicamente com Bolsonaro no segundo turno. Apesar de serem os candidatos mais votados, Bolsonaro e Haddad são também os que têm maior rejeição, 42% e 37%, respectivamente. O candidato do PDT, por outro lado, tem 16% de rejeição, o que o ajuda na simulação de segundo turno.

A dois dias do primeiro turno da eleição, Ciro Gomes afirmou nesta sexta-feira (5) que uma virada na reta final para levá-lo ao segundo turno ainda é “completamente provável”. Em agenda de campanha na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o pedetista disse que é o único presidenciável capaz de derrotar o que descreveu como uma “onda fascista” liderada por Jair Bolsonaro, do PSL.

Embora tenha poupado Fernando Haddad (PT) de ataques no debate na TV Globo, nesta quinta-feira, 4, o ex-ministro declarou hoje que o petista não tem “energia”, “autoridade” e “marra” para bater o capitão reformado do Exército. “O Haddad tem uma personalidade que não tem ‘punch’, energia, autoridade e a marra para enfrentar essa onda fascista que está querendo tomar conta do Brasil”, avaliou.

O pedetista ainda classificou Haddad como “inexperiente” e lembrou que o petista perdeu a reeleição para prefeitura de São Paulo para João Doria (PSDB), que ele chamou, mais uma vez, de “farsante”.

“É completamente provável (uma virada). Basta ver o quê aconteceu nas eleições passadas. O Ibope vende até a mãe, quanto mais pesquisas”, criticou Ciro Gomes.

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