Quarta-feira, 27 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política “Voto tem que ser contado. Não podemos disputar com suspeição”, diz Bolsonaro

Compartilhe esta notícia:

Artistas críticos ao governo de Jair Bolsonaro vão processá-lo por uso indevido de músicas em propaganda política. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um discurso nesta sexta-feira (25), voltado à sua base eleitoral mais radicalizada e, mais uma vez, acenou com a adoção do voto impresso no Brasil, mesmo que a proposta já tenha sido derrotada no Congresso, no ano passado. Bolsonaro fez críticas indiretas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu o armamento da população.

“O voto tem que ser contado”, repetiu o presidente em cerimônia no Palácio do Planalto. “Não podemos disputar uma eleição com a mínima suspeição de que algo esteja errado. Eu acredito que as eleições sejam limpas e confiáveis. Só podemos disputar eleições desta maneira, não podemos aceitar. Queremos eleições limpas, e tenho certeza que temos com o que colaborar com o TSE, com o nosso querido Alexandre de Moraes, o querido Barroso e o querido Fachin, para que isso aconteça. Tenho certeza que do fundo do coração deles, eles querem isso”, completou o presidente, que vê os ministros Moraes, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), como adversários políticos.

Bolsonaro disse que o ato político do PL, neste domingo (27), marcará o lançamento de sua pré-candidatura. “(Falam em) Tomar cuidado com a propaganda política como se tivesse cancelado o evento do próximo domingo. Está mantido o evento da pré-candidatura aqui em Brasília”, disse. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, no entanto, o PL reformou o evento, que agora se transformou em ato de filiação em massa, para evitar problemas com a lei eleitoral. Pela legislação, a campanha só é permitida a partir de 16 de agosto.

A mudança de tom de Bolsonaro é um afago ideológico ao eleitorado mais radicalizado e ocorre no mesmo dia em que pesquisa Ipespe mostrou que a avaliação do governo continua negativa para mais da metade da população. Para 54%, a gestão é péssima, para 26% é ótima. Outros 19% veem o governo como regular.

“Não é disputa de campeonato de futebol. ‘Foi gol de mão, mas gol de mão é mais gostoso’. Vale a seriedade, a transparência e vamos perder ou ganhar dentro das quatro linhas”, insistiu Bolsonaro.

Crítica ao STF

Em uma crítica indireta ao Supremo Tribunal Federal (STF), o chefe do Executivo também voltou a afirmar no discurso que o Brasil conheceu a ditadura “de outras formas”, como “censura em redes sociais”. “Quem são os censores? Escolhidos por que critério? Estão a serviço de quem? Querem prejudicar a quem?”, perguntou Bolsonaro na cerimônia.

Para além de trazer à tona novamente o tema das urnas eletrônicas, Bolsonaro enalteceu seu lado armamentista, outro aceno a apoiadores em ano eleitoral. “Lamentavelmente, parte do Senado ressuscita a comissão para desarmar a população”, disse ele.

Especialistas têm assegurado, reiteradamente, que as urnas eletrônicas são seguras e confiáveis. Neste ano, as Forças Armadas, dirigidas pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, provável vice de Bolsonaro nas eleições, acompanham o TSE nos procedimentos pré-eleição. O trabalho das Forças Armadas nesse processo já fez com que Bolsonaro dissesse que, em 2022, as eleições seriam limpas.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Governo federal lança novas regras para trabalho remoto
De olho na disputa presidencial, Eduardo Leite deve renunciar ao governo gaúcho e ficar no PSDB
Pode te interessar