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Futebol Zé Roberto e Edinho levam caixão de Pelé ao gramado da Vila Belmiro

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O caixão com o corpo do Rei Pelé foi colocado no centro do gramado da Vila Belmiro. (Foto: Reprodução)

O caixão com o corpo do Rei Pelé foi colocado no centro do gramado da Vila Belmiro para o começo da despedida do maior jogador de todos os tempos. Zé Roberto e Edinho foram dois dos responsáveis por carregar o caixão até o local onde ficará durante o velório, que foi aberto ao público às 10h desta segunda-feira (2).

Quem quiser se despedir passará por um caminho formado por grades no gramado e ficará a cinco metros de onde está o corpo de Edson Arantes do Nascimento.

Foram erguidas duas tendas no gramado. Uma delas, onde está o caixão, é destinada a familiares, ídolos históricos do Santos e convidados. A outra é voltada a demais autoridades. O público caminha por um tablado, passando à esquerda da primeira tenda, em fila indiana.

Após o velório, que termina às 10h desta terça-feira (3), será realizado um cortejo pelas ruas de Santos, que passará pela Avenida Coronel Joaquim Montenegro (Canal 6), onde vive a mãe de Pelé, Celeste Arantes. De lá, o corpo será levado à Memorial Necrópole Ecumênica, para sepultamento às 12h, em cerimônia restrita a familiares.

As filas começaram a se formar na Vila Belmiro ainda de madrugada, quando o corpo de Pelé chegou ao estádio do Santos.

O ex-jogador Clodoaldo Tavares Santana, campeão mundial pela seleção brasileira ao lado de Pelé em 1970, foi um dos antigos companheiros a marcar presença no velório do Rei do Futebol, que começou na manhã desta segunda-feira (2), no Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, em Santos (SP). O ex-volante, de 73 anos, lamentou a morte do amigo, que ocorreu na última quarta-feira (29), mas agradeceu por ter tido a oportunidade de atuar ao lado dele, vestindo tanto a camisa do Brasil como a do Santos, por quase dez anos.

“A gente se despedir do nosso Rei Pelé é sofrido, mas tem a lembrança de tudo que ele deixou como legado. Sempre tive alegria de conviver, então só tenho a agradecer, por tudo que ele representou ao futebol do Brasil e do mundo”, disse Clodoaldo, que ainda recordou a convivência com o Rei do Futebol.

“O Pelé gostava muito da perfeição e a cobrava dos companheiros. A maneira que eu tinha de corresponder era explicando que nós éramos humanos e ele um extraterrestre”, brincou.

Outros ex-companheiros de Pelé já marcaram presença no velório, como Negreiros (que subiu com Clodoaldo para o time profissional do Santos, em meados dos anos 60) e Nenê Belarmino. Parceiros ainda vivos do Rei do Futebol no chamado “ataque do século”, vestindo a camisa do Peixe, Pepe e Menlgálvio não virão ao funeral. O primeiro, de 87 anos, está em Socorro (SP) e a família optou por preservá-lo do desgaste da viagem, inclusive emocional, conforme informado na rede social do ídolo santista. O segundo está com covid-19. Dorval e Coutinho faleceram antes do Atleta do Século. As informações são do site GE e da Agência Brasil.

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