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Tecnologia Zuckerberg lamenta que o Instagram tenha demorado a identificar menores de 13 anos

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Foi a primeira vez que o bilionário de 41anos pronunciou-se perante um júri sobre a segurança de suas plataformas. (Foto: Reprodução)

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, disse lamentar que sua empresa tenha demorado a identificar usuários menores de 13 anos no Instagram. Zuckerberg presta depoimento nessa quarta-feira (18) em um julgamento histórico sobre vício em redes sociais, no tribunal superior de Los Angeles (EUA).

“Eu gostaria que tivéssemos feito isso antes”, declarou o líder da empresa americana que é dona das redes sociais Facebook, Instagram e Threads, além do aplicativo de mensagens WhatsApp .

O depoimento do cofundador do Facebook era o mais aguardado do julgamento, o primeiro de uma série de casos que podem criar um precedente legal para milhares de processos movidos por famílias americanas contra as principais plataformas de redes sociais.

O julgamento vai até o fim de março, quando o júri vai decidir se o YouTube, do Google, e o Instagram, da Meta, foram responsáveis pelos problemas de saúde mental de Kaley G.M., 20, moradora do estado da Califórnia, que começou a usar o YouTube aos 6 anos, o Instagram aos 11 e, posteriormente, TikTok e Snapchat.

Foi a primeira vez que o bilionário de 41anos pronunciou-se perante um júri sobre a segurança de suas plataformas. Ele já falou sobre o tema em audiência no Congresso americano. Inicialmente, Zuckerberg mostrou-se bastante contido, segundo um jornalista da AFP no tribunal. Depois, deu sinais de incômodo, balançou a cabeça e gesticulou ao se voltar para o júri.

Durante o julgamento, Mark Zuckerberg foi duramente questionado em depoimento sobre se ele e outros líderes da Meta têm conhecimento da quantidade de crianças menores de 13 anos que usam o Instagram.

Zuckerberg descreveu a tarefa “muito difícil” de fazer cumprir o requisito de idade da plataforma. Ele afirmou que a Meta introduziu algumas “ferramentas proativas” para tentar identificar e remover contas que violam as regras.

“Há um grupo de pessoas, potencialmente um número significativo de pessoas, que mente sobre a idade”, disse Zuckerberg ao júri, observando que é um problema “desafiador”.

Os 12 jurados ouviram o depoimento, cada vez mais tenso, enquanto o advogado da demandante da ação, Mark Lanier, pressionava Zuckerberg sobre a verificação de idade e sua filosofia para a tomada de decisões na empresa gigante de redes sociais que controla.

O Instagram não permite usuários menores de 13 anos, mas Lanier pressionou Zuckerberg sobre o fato de Kaley ter se cadastrado facilmente na plataforma. A norma consta dos termos de uso, um texto que, segundo o advogado, não se pode esperar ser lido por uma criança.

O executivo ainda foi confrontado com um documento interno segundo o qual o Instagram tinha 4 milhões de usuários menores de 13 anos em 2015, época em que a demandante começou a usar o aplicativo, e 30% das crianças com idade entre 10 e 12 anos eram usuárias da rede social nos Estados Unidos.

O líder da Meta disse que houve debates na empresa sobre a “sensibilidade em relação à privacidade” ao solicitar que as pessoas informassem sua data de nascimento para criar uma conta, algo que a empresa acabou decidindo implementar.

Ele frisou, porém, que acha que chegaram ao “lugar certo” com o tempo, referindo-se à atual verificação de idade, embora gostaria que tivessem chegado lá mais cedo. Ele acrescentou que novos métodos e ferramentas serão adicionados gradualmente.

Lanier passou a argumentar que, quando a aplicação da norma era mais branda, jovens como Kaley também estavam expostos aos esforços da Meta para aumentar o tempo que os usuários passavam em seus aplicativos.

“Antes, sim, tínhamos objetivos relacionados com o tempo”, admitiu Zuckerberg.

Ele afirmou, no entanto, que a meta da empresa sempre foi “criar serviços úteis que ajudem as pessoas a se conectar com quem quiserem e a conhecer o mundo”.

Zuckerberg, a quinta pessoa mais rica do mundo, é o segundo executivo a testemunhar no julgamento em Los Angeles, iniciado em 9 de fevereiro, e gira em torno de uma mulher de vinte anos que culpa o Instagram, da Meta, e o YouTube, do Google, por anos de problemas de saúde mental.

O depoimento de Zuckerberg deve revisitar decisões importantes que ele tomou sobre escolhas de design do Facebook e do Instagram, estratégias da empresa relacionadas a crianças e adolescentes, além de comunicações internas sobre o potencial caráter viciante das plataformas.

O julgamento, que deve durar até o fim de março, servirá como teste crucial para milhares de outros processos que miram não apenas Meta e Google, mas também TikTok e Snap. As duas últimas não participam do caso atual porque fecharam acordos confidenciais com os advogados da mulher, do Social Media Victims Law Center, com sede em Seattle, pouco antes do início do julgamento.

Embora as quatro gigantes das redes sociais neguem irregularidades e afirmem ter implementado salvaguardas robustas para usuários jovens, elas enfrentam bilhões de dólares em potenciais indenizações caso júris decidam contra elas nos primeiros julgamentos.

Juntamente com outros dois julgamentos semelhantes que vão acontecer em meados do ano em Los Angeles, o caso do julgamento de hoje busca criar um precedente para a resolução de milhares de denúncias que culpam as redes sociais por alimentar uma epidemia de depressão, ansiedade, transtornos alimentares e suicídio entre os jovens.

Há um caso semelhante ao de hoje de alcance nacional perante um juiz federal em Oakland, Califórnia, que pode resultar em outro litígio em 2026.

A Meta também enfrenta neste mês um julgamento no estado do Novo México, onde os promotores acusam a empresa de priorizar o lucro em detrimento da proteção de crianças contra pedófilos. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.

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