Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019

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CAD1 A Amazon lançou um robô autônomo que faz entregas nos Estados Unidos

Scout foi desenvolvido para ir sozinho até a casa de um cliente. (Foto: Reprodução)

A Amazon anunciou nesta quarta-feira (23), que começou a fazer entregas do seu serviço Prime com um robô autônomo batizado de Scout. O dispositivo está sendo inicialmente usado no condado de Washington e é uma aposta de solução de logística da gigante varejista.

O Scout é do tamanho de um cooler pequeno e se movimenta através de seis rodas até a porta do cliente. A ideia é que o robô faça o trajeto sozinho, mas no período de testes ele será acompanhado de um funcionário da empresa.

“Desenvolvemos o Amazon Scout em nosso laboratório de pesquisa e desenvolvimento em Seattle. Garantimos que ele pode navegar com segurança e eficiência em torno de animais de estimação, pedestres e qualquer outra coisa em seu caminho”, disse a companhia em um comunicado.

Inicialmente, seis robôs vão ser usados nas entregas durante a semana e no horário comercial. Quando chega ao local definido, o Scout anuncia a sua chegada e só então abre sua parte superior, permitindo que o cliente retire suas compras feitas no site da Amazon.

Brasil

A gigante do comércio eletrônico Amazon chegou com tudo ao território nacional na terça-feira (22): a empresa anuncia o início das operações de um novo centro de distribuição em Cajamar, no Estado de São Paulo. Ao todo, 120 mil novos itens passam a fazer parte do estoque da empresa, que vai vender diretamente para o consumidor final. Entre as novidades da operação, a possibilidade de entrega rápida em até dois dias, caso o cliente cumpra alguns requisitos.

O anúncio foi feito pelo gerente regional Alex Szapiro. Até agora, a Amazon realizava vendas principalmente no modelo de market place – ou seja, outras lojas ofertavam seus produtos dentro do site e nos aplicativos da empresa. Com a mudança, a companhia passa a oferecer 15 categorias de produtos. Dentre os novos setores estão: brinquedos, produtos para bebês, beleza e cuidados pessoais. Os usuários perceberão novas verticais dedicadas a estas temáticas diretamente no menu de navegação da Amazon brasileira.

O reforço na atuação nacional tem a ver com o novo centro de logística. Ele se soma a outro em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, onde atualmente ficam alguns aparelhos – dentre eles o Kindle. Szapiro estima que os 42 mil metros quadrados equivalem a dez estádios de futebol. Lá vão atuar alguns dos 1,4 mil funcionários diretos e indiretos da companhia no País.

A despeito de um centro novinho, construído especialmente para a empresa – que não revela o investimento nem o tempo dedicado ao projeto –, não há robotização do espaço. São humanos que realizam toda a movimentação de estoque. “O ser humano é muito mais eficiente para escolher as prateleiras e colocar os produtos”, explica Szapiro num bate-papo com o TechTudo. Ele ressalta que apenas 26 dos 175 centros de logística espalhados pelo mundo adotam modernos robôs para a realização de tarefas.

Os consumidores contam, a partir de agora, com diversas opções de entrega. O funcionamento é similar ao do e-commerce nos Estados Unidos: para cada compra, a Amazon oferece diversos preços e prazos (inclusive com serviço dos Correios). O delivery rápido figura entre as modalidades. Neste primeiro momento, está disponível para itens selecionados e a consumidores das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.

Outra mudança diz respeito ao custo da entrega: a empresa promete frete grátis para compras que ultrapassem os R$ 149. Não se sabe se a condição é promocional ou permanecerá como característica da Amazon brasileira.

A loja liderada por Jeff Bezos aceita pagamento em até dez vezes no cartão de crédito (sem juros) ou por boleto bancário. Atuando no conglomerado há sete anos, Szapiro revela as muitas prestações foram identificadas como uma particularidade do público brasileiro. Foi necessário desenvolver por aqui uma tecnologia que possibilitasse cobrar as parcelas. A possibilidade chamou a atenção de executivos do exterior, que optaram por repetir a fórmula em outros países.

O ingresso na venda direta ao consumidor não muda a forma como a Amazon lida com o chamado market place. Szapiro diz que o sistema não privilegia o estoque da própria Amazon e pode exibir parceiros, uma vez que o local de acesso também é considerado, e há situações em que lojas geograficamente mais próximas consigam entregar uma experiência de compra melhor.

Ele cita três pilares para defender o algoritmo “neutro”: “Tem coisas que são universais. Ninguém quer pagar mais caro, receber mais devagar ou não encontrar o produto que está buscando”.

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