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A China lança a primeira nave para explorar o lado oculto da Lua

A nave chinesa deve pousar na Lua perto do Ano Novo. (Foto: Reprodução Nasa)

A China lançou uma nave de exploração que tem previsto pousar no lado oculto da Lua, algo inédito no mundo, com o objetivo de reforçar as ambições espaciais de Pequim.

O veículo, batizado Chang’e-4 – em homenagem à deusa da lua na mitologia chinesa –, partiu em um foguete Longa Marcha 3B do centro de lançamentos de Xichang (sudoeste da China) pouco antes do amanhecer de sábado (sexta-feira à noite na hora universal), segundo a agência oficial Xinhua.

A nave chinesa deve pousar na Lua perto do Ano Novo, com o objetivo de percorrer esta parte ainda inexplorada de nosso satélite e realizar pesquisas científicas.

Diferentemente do que ocorreu com a face visível a partir da Terra, até hoje nenhuma sonda nem nenhum módulo de exploração chegou à superfície que está do outro lado.

Este lado é montanhoso e acidentado, repleto de crateras, enquanto a face mais visível conta com várias superfícies planas para pousar.

Em 1959 os soviéticos tiraram as primeiras fotos do lado oculto da Lua.

A bordo da nave espacial estão também ovos de bicho-da-seda com o objetivo de estudar a sua evolução, que será gravada para ser controlada a partir da Terra

Pequim demonstra, desta forma, a sua crescente ambição espacial, para concorrer com a Rússia, a União Europeia e os Estados Unidos.

Se for bem-sucedida, a missão a bordo de um foguete Longa Marcha 3B impulsionará o programa espacial chinês para uma posição de liderança numa das áreas mais importantes da exploração lunar.

Rochas são leiloadas

Seixos de rocha lunar, os únicos fragmentos coletados legalmente na superfície da Lua, foram vendidos por US$ 855 mil (valor superior a R$ 3,3 milhões na atuação cotação) em um leilão promovido pelaSotheby’s. No evento ainda foram leiloadas fotografias tiradas da Lua e de Marte, projetos de foguetes, jogos, autógrafos e outros itens.

Segundo os organizadores, a maior venda do dia foi a das rochas. A segunda maior foi um traje usado no programa espacial Mercury, vendido por US$ 162,5 mil (o equivalente a R$ 636 mil), se tornando a única roupa da NASA que está em mãos particulares.

Recolhidas em setembro de 1970 pela primeira sonda a aterissar no satélite natural, a Luna-16, da União Soviética, as pedrinhas foram exibidas em um recipiente de vidro com uma lente de ampliação. Os três seixos combinados pesam aproximadamente 0,01 grama. Simplificando, é quase o peso de uma gota de chuva.

Os fragmentos eram de propriedade de Nina Ivanovna Koroleva, viúva do diretor do programa espacial soviético Sergei Pavlovich Korolev, que as recebeu em reconhecimento ao trabalho de seu falecido marido.

Koroleva leiloou as rochas lunares na Sotheby’s em 1993. Elas foram vendidas a um colecionador particular, que as revendeu em 29 de novembro deste ano para outro entusiasta da astronomia.

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