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Agro Antonio da Luz, economista-chefe da Farsul, avalia setor e conjuntura econômica de 2019 com projeções para o próximo ano

Foto: Divulgação
Antonio da Luz, Economista Chefe da FARSUL, será o palestrante. (Foto: Tiago Francisco/DivulgaçãoSistema Farsul)

O economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz, apresentou dados sobre o agronegócio brasileiro em 2019 e perspectivas para 2020. O encontrou aconteceu na manhã desta terça-feira, na sede da entidade, durante entrevista coletiva tutelada pelo seu presidente, Gedeão Pereira, ao lado dos integrantes de sua diretoria.

Ele ressaltou a safra de 2019, com um incremento na área plantada de soja de 1,9% sobre o ano anterior, além do crescimento das culturas de inverno, totalizando uma produção de grãos na ordem de 34 milhões de toneladas, número que deverá ser superado em 2020, chegando a 35 milhões. Apesar destes bons números, houve desestímulo no plantio de arroz, com números negativos na ordem de 14,6%, parte em função da enchente que atingiu a região da campanha no verão e parte pela diminuição da área plantada em torno de 8,1%.

A pecuária de corte deverá ter bom desempenho, repetindo 2019, com um crescimento de 0,5% sobre 2018. O economista avaliou os preços praticados pelo setor, detalhando que entre junho de 2016 e setembro de 2018 sofreram uma queda de 18,36%, puxados pela crise econômica, desvalorização do consumo, operação carne fraca e delação premiada da JBS, que causaram prejuízo ao setor. Mesmo assim, o preço do boi no período teve queda de apenas 2% para o consumidor, “que não se beneficiou na baixa, mas está sendo chamado para pagar o preço na alta do produto”. Em junho de 2016 a arroba estava sendo comercializada a 148 reais e em setembro de 2018 a 144 reais, devendo chegar em 2020 a 200 reais, “valor que vem para ficar”.

Antonio da Luz traçou um rápido panorama sobre a conjuntura econômica brasileira, destacando que a crise que estamos vivenciando gera oportunidades. Segundo ele, o Brasil é um dos piores países para abertura de empresas, liberação de alvarás, energia elétrica, crédito, pagamento de impostos. Como reverter este quadro? “Basta tirar a sujeira de baixo do nosso tapete e isto só se faz com reformas”. Citou a reforma trabalhista, da previdência, MP da liberdade econômica, reforma fiscal, PEC do Pacto Federativo, concessão de serviços públicos (rodovias, ferrovias, aeroportos) reforma tributária, administrativa, abertura econômica e novos acordos bi e multilaterais. “Estas reformas não são deste governo nem dos anteriores nem serão dos futuros, são reformas da sociedade”. O economista lembrou a defasagem entre o consumo das famílias (-5,0%) e o consumo dos governos (-0,8%), defendendo a necessidade de melhora e equilíbrio nestes gastos públicos, que chega a 2,3 trilhões de reais. “Somente teremos superavit na nossa balança de 01% em 2022”.

Ele destacou ainda a queda mundial na taxa de juros, que deverá empurrou a Selic para 4,5% em 2020. O desemprego entrou na pauta do economista, que apontou os postos vagos na ordem de 1.8 milhão. Segundo ele, foram abertas no País este ano 260 mil empresas e o Brasil ocupa a quarta posição entre os mercados considerados atraentes para investimentos diretos. O desempenho trimestral do PIB em 2019 foi de 1,57%, com projeção para 2020 em 2,58%. “O Brasil está produzindo e consumido comparativamente aos índices obtidos em2012”.

(Por Clarice Ledur)

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