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Após a forte alta de segunda-feira, os preços do petróleo caem com a informação de que produção na Arábia Saudita pode voltar ao normal em até três semanas

Ataque elevou os preços do petróleo. (Foto: Hamad I Mohammed/Reuters)

Após a forte alta registrada na segunda-feira (16), os preços do petróleo estavam nesta terça-feira (17) em sentido inverso no mercado internacional. Informações de fontes da Arábia Saudita de que a produção no país poderá voltar aos níveis normais em duas ou três semanas – prazo mais rápido que o previsto inicialmente – fizeram com que as cotações do petróleo recuassem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da agência de notícias Reuters.

Os preços do petróleo caíram cerca de 6% nesta terça-feira, depois de o ministro de Energia da Arábia Saudita afirmar que o reino restabeleceu boa parte de sua produção petrolífera afetada por um ataque ocorrido no final de semana, que havia interrompido 5% da produção global da commodity.

Os ataques de sábado elevaram os temores quanto a um grande choque de oferta em um mercado que esteve, nos últimos meses, preocupado com a demanda e com o lento crescimento global. O petróleo chegou a subir até 20% na segunda-feira.

Durante uma entrevista coletiva nesta terça-feira, o ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, também disse que manterá toda a oferta de petróleo a seus clientes neste mês. Ele acrescentou que a produção petrolífera do país em outubro será de 9,89 milhões de barris por dia.

Os contratos futuros do petróleo Brent despencaram 4,47 dólares, ou 6,5%, e fecharam a 64,55 dólares por barril. Os futuros do petróleo dos Estados Unidos recuaram 3,56 dólares, ou 5,7%, para 59,34 dólares o barril.

O Brent chegou a cair mais de 7% ao longo da coletiva de imprensa.

As notícias mais recentes significam que nós não teremos de nos apressar para revisar nossa estimativa de preço, de 60 dólares por barril ao final de 2019. Dito isso, ainda há algumas questões importantes a serem respondidas sobre os ataques, o que pode significar que teremos de considerar um prêmio por riscos permanentemente elevado em nossas projeções”, disse Caroline Bain, economista-chefe de commodities da Capital Economics, em uma nota.

O príncipe Abdulaziz bin Salman disse que a produção de petróleo em outubro será de 9,89 milhões de bpd, e que a maior exportadora mundial da commodity manterá toda a oferta petrolífera a seus clientes neste mês.

Ele afirmou que o reino atingirá capacidade de 11 milhões de barris por dia (bpd) até o final de setembro e de 12 milhões de bpd até o final de novembro.

As ofertas de petróleo voltarão ao mercado da forma como estavam antes das 3h43 de sábado”, disse a repórteres em uma entrevista coletiva na cidade de Jedá, acrescentando que a petroleira Aramco “emergiu das cinzas como uma fênix” após o ataque.

Ele referia-se aos ataques de sábado às unidades da Aramco em Abqaiq e Khurais, incluindo a maior instalação de processamento de petróleo do mundo.

O presidente-executivo da Aramco, Amin Nasser, disse que a empresa, que está se preparando para uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), ainda está no processo de avaliação dos trabalhos de reparo, mas que eles “não são tão significativos”, considerando o tamanho da companhia.

A Aramco controlou dez incêndios nas sete horas que sucederam o “enorme” ataque, disse Nasser na mesma coletiva de imprensa.

Ele afirmou que a petroleira está no processo de retomar o refino de petróleo à capacidade total e que há derivados suficientes para abastecer os mercados locais.