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Bolsonaro encerra a visita ao Chile com um almoço em grande estilo no Palácio de La Moneda

O almoço foi oferecido pelo presidente do Chile, Sebastián Piñera, ao colega brasileiro Jair Bolsonaro. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O almoço entre os presidentes do Chile e do Brasil, Sebastián Piñera e Jair Bolsonaro, que encerrou a visita do chefe de Estado brasileiro ao país vizinho, neste sábado (23), foi em grande estilo. O evento causou debate pela recusa de congressistas da oposição, entre eles os presidentes da Câmara e do Senado locais, em participarem por “divergências com Bolsonaro”. Até mesmo o ex-presidente Ricardo Lagos (2000-2006) preferiu não ser parte do momento. As informações são do jornal O Globo.

Funcionários do Palácio de La Moneda montaram um salão, em um dos pátios internos, inspirado nas cores da bandeira do Brasil. Foi preparado um menu tipicamente chileno, cujo prato principal é “punta de ganso” – tipo de carne local, similar à picanha –, com risoto mediterrâneo de tomate e cogumelos. A entrada escolhida pelo governo Piñera é uma das delícias que mais sucesso faz na gastronomia chilena: ceviche de dois salmões com abacate, molho de iogurte e salada verde. Um dos vinhos oferecidos foi o Carbernet Sauvignon Pérez Cruz 2014.

A ausência de políticos da oposição chilena foi uma das notícias dos últimos dias. Os dirigentes não apenas se recusaram a participar do almoço, como também promoveram e participaram de protestos no centro de Santiago. Houve uma marcha expressiva na última sexta-feira em repúdio à presença de Bolsonaro no país.

Em seu discurso de agradecimento ao governo pela recepção que teve no Chile, o presidente Jair Bolsonaro cometeu uma gafe que acabou gerando um momento de descontração entre os cerca de 120 participantes do almoço organizado neste sábado no Palácio de La Moneda.

Ao expressar sua satisfação com o tratamento recebido do povo do país, o chefe de Estado referiu-se aos “venezuelanos”. Vários dos presentes sorriram e apontaram a confusão, que foi aproveitada por Bolsonaro para reiterar as críticas ao governo de Nicolás Maduro.

Nossos irmãos venezuelanos merecem nossa preocupação e merecem ser lembrados em todo momento”, disse Bolsonaro, reagindo com bom humor e superando rapidamente a saia-justa.

O presidente afirmou, ainda, que “nossos países não podem se deixar seduzir pela esquerda. A responsabilidade acima de tudo é de nossos países”. A América Latina deve agradecer a Deus e à vontade de muitos homens e mulheres que lutaram contra o socialismo”, declarou o chefe de Estado. Ele assegurou que todos os países “em conjunto estamos trabalhando para que o regime venezuelano deixe de existir”.

Mais cedo, o brasileiro havia se confundido durante a declaração presidencial conjunta com Sebastián Piñera. O chefe de Estado brasileiro referiu-se à sua preocupação com a situação da Amazônia “que não pode continuar em risco de ser internacionalizada” e mencionou seu desejo de selar acordos sobre biodiversidade com outros países. Ao falar sobre o assunto, Bolsonaro disse “exploração racial” para, logo em seguida, corrigir para “exploração racional” do meio ambiente.

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