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Com sua prisão decretada, a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner disse que está sendo vítima de uma perseguição

Cristina diz que violações do Estado de direito no país são dirigidas pelo presidente Macri. (Foto: Reprodução)

A senadora e ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner disse nesta quinta-feira (07) ser vítima de uma perseguição por parte do Judiciário argentino após ter tido a prisão decretada pelo juiz Claudio Bonadio, acusada de ter supostamente acobertado iranianos acusados pelo atentado contra a Amia (Associação Mutual Israelita Argentina), em 1994, que deixou 85 mortos.

Segundo Cristina, ela também é vítima de excessos e violações do Estado de direito que, em sua opinião, são dirigidas por Bonadio e o presidente Mauricio Macri. “São medidas que degradam ainda mais a Justiça argentina”, disse. “Macri é o responsável por uma organização política e judicial para perseguir a oposição.”

Cristina assumiu o cargo no Senado na semana passada depois de ter sido eleita nas eleições de meio de mandato pela Província de Buenos Aires. Bonadio expediu nesta quinta-feira o mandado de prisão contra ele, mas para tornar-se efetivo ele tem de ser autorizado pelo Senado.

As chances de que ela seja presa são baixas, já que são necessários os votos de 48 dos 72 senadores (dois terços da Casa) e os legisladores não peronistas somam apenas 39 cadeiras. Ao longo do dia, Macri não se manifestou sobre o pedido de prisão da rival política.

A ordem emitida pelo juiz Carlos Bonadio nesta quinta também pede a prisão de vários ex-funcionários kirchneristas, incluindo o ex-chanceler Héctor Timerman, que, em razão de seu delicado estado de saúde, teve concedido o benefício da prisão domiciliar, segundo a imprensa local.

Com relação ao mesmo caso, foi preso em sua casa em Río Gallegos, na Província de Santa Cruz, o ex-secretário de Assuntos Jurídicos e Técnicos da ex-presidente, Carlos Zannini, considerado braço-direito dos Kirchner.

O juiz também indiciou, sem prisão preventiva, mas com a proibição de sair do país, o ex-chefe da Agência Federal de Inteligência Oscar Parrilli, o líder social kirchnerista Luis D’Elía, entre outros.

Como foi o atentado

Em 18 de julho de 1994, às 9h53min, um furgão branco carregado de explosivos se chocou contra o prédio da Amia, na capital argentina, matando 85 pessoas e ferindo 300. Esse foi o maior episódio de terrorismo da história do país. Dos mortos, 18 estavam na rua ou em edifícios próximos.

A principal suspeita recaiu sobre o Irã, acusado de dar apoio estratégico para o Hezbollah organizar o atentado. Os dois negam. O ataque teria sido realizado por Ibrahim Hussein Berro, um militante do grupo que tem uma placa em homenagem ao seu martírio no Líbano. Mas, segundo o Hezbollah, ele morreu em conflitos com o Exército israelense. Membros da polícia de Buenos Aires também foram considerados suspeitos, mas depois foram inocentados.

 

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