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A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos de querer provocar uma guerra

O ditador norte-coreano Kim Jong-un. (Foto: KCNA)

A Coreia do Norte acusou nesta quinta-feira (07) os Estados Unidos de querer provocar uma guerra na península coreana em razão do aumento das manobras militares de Washington e da retórica “belicista” dos seus altos dirigentes.

“Os desleixados comentários de guerra do círculo interno de [Donald] Trump e os imprudentes movimentos militares corroboram que a atual administração decidiu provocar uma guerra na península coreana”, afirmou um porta-voz da diplomacia da Coreia do Norte à agência de notícias oficial KCNA.

Pyongyang argumenta que Washington optou pela estratégia de avançar “passo a passo” para fazer estalar o conflito e a única coisa que resta agora perguntar é “quando é que a guerra vai eclodir”.

“Não desejamos uma guerra, mas não iremos fugir dela”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, reiterando a advertência aos Estados Unidos de que irão “pagar caro” por provocar um conflito, falando da “poderosa força nuclear” que Pyongyang tem “constantemente fortalecido”.

Os exercícios aéreos anuais conjuntos de Washington e Seul, que prosseguem até sexta-feira, figuram como uma nova demonstração de força dos dois aliados perante o desafio que representam os programas nucleares e de mísseis do regime liderado por Kim Jong-un.

As manobras militares foram iniciadas cinco dias após o lançamento de um ICBM (míssil balístico intercontinental) pelo governo de Pyongyang, que afirmou ser capaz de atingir qualquer parte do território norte-americano.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, o tenente-general Herbert Raymond McMaster, declarou, no fim de semana, que a probabilidade de uma guerra com a Coreia do Norte “aumenta a cada dia”, enquanto o senador republicano Lindsey Graham instou o Pentágono a começar a repatriar as famílias dos militares dos Estados Unidos, sob o argumento de que o conflito com o Norte se está a aproximar.

Esses comentários foram qualificados de “belicistas” por Pyongyang, cujo regime sustentou que apenas podem ser interpretados “como uma advertência” para a Coreia do Norte se “preparar para uma guerra”. “O mundo não deveria ter preconceitos na hora de discernir quem está por trás da tensa situação”, ressaltou o porta-voz da diplomacia norte-coreana.

Temores

O mundo vê com apreensão os lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais pela Coreia do Norte e os testes nucleares do país do ditador Kim Jong-un. Alguns países alimentam temores de um conflito nuclear, especialmente em um momento em que a Rússia e os Estados Unidos parecem questionar acordos internacionais de desarmamento.

Há 30 anos, no dia 8 de dezembro de 1987, os EUA e a União Soviética assinaram o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, que prevê a eliminação de mísseis balísticos e de cruzeiro – nucleares ou não – com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros. Até junho de 1991, 2.692 foram destruídos.

Para especialistas, a continuidade do acordo está em risco, assim como as bases da confiança que levaram Ronald Reagan, então presidente dos EUA, e o presidente soviético na época, Mikhail Gorbatchov, a fecharem um acordo que também inclui a permissão para inspeções militares mútuas.

 

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