Últimas Notícias > Notícias > Brasil > “Reforma administrativa vai demorar um pouquinho mais ainda”, afirma Bolsonaro

Bolsonaro publicou uma foto sua com uma arma em Israel e defendeu o armamento da população

"Leis de desarmamento só funcionam contra aqueles que respeitam as leis", declarou o presidente brasileiro. (Foto: Reprodução/Instagram)

Em viagem oficial a Israel, o presidente Jair Bolsonaro publicou em uma rede social uma fotografia na qual está empunhando um fuzil. No post, ele defendeu a “liberdade” de os cidadãos se armarem e criticou as leis de desarmamento.

Capitão reformado do Exército, o presidente afirmou na internet que “o que torna uma arma nociva depende 100% das intenções de quem a possui”. Desde que era deputado federal, Bolsonaro é um crítico do Estatuto do Desarmamento, que, segundo ele, impõe regras muito rígidas para a posse de arma. Durante a sua carreira parlamentar, ele defendeu reformular a legislação a fim de facilitar o uso de armas pelos cidadãos.

“Defendo a liberdade, com critérios, para cidadãos que querem se proteger e proteger suas famílias. Leis de desarmamento só funcionam contra aqueles que respeitam as leis; quem quer cometer crimes já não se preocupa com isso”, escreveu Bolsonaro na internet.

O site G1 questionou à assessoria da Presidência se a imagem em que Bolsonaro está fazendo mira com a arma foi feita nesta segunda-feira em Israel, mas a Secretaria de Comunicação disse que o Palácio do Planalto “não comenta” o assunto.

A roupa que o presidente está usando na fotografia em que está empunhando o armamento, terno azul escuro, camisa branca e gravata azul, é a mesma que ele vestiu nas agendas públicas desta segunda-feira em Jerusalém. Bolsonaro desembarcou no domingo (31) em Israel para uma visita de quatro dias ao país do Oriente Médio.

Nesta segunda, o presidente condecorou militares israelenses que atuaram na operação de resgate das vítimas da tragédia em Brumadinho (MG) e visitou, na companhia do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, o Muro das Lamentações, local sagrado para os judeus que é um ponto de peregrinação em Jerusalém.

Posse de armas

Em janeiro, 15 dias após tomar posse na Presidência da República, Bolsonaro assinou um decreto que flexibilizou a posse de armas de fogo. A medida era uma das promessas de campanha do presidente.

O direito à posse é a autorização para manter uma arma de fogo em casa ou no local de trabalho (desde que o dono da arma seja o responsável legal pelo estabelecimento). Para andar com a arma na rua, é preciso ter direito ao porte, cujas regras são mais rigorosas e não foram tratadas no decreto.

O texto do decreto permite aos cidadãos residentes em área urbana ou rural manter arma de fogo em casa, desde que cumpridos os requisitos de “efetiva necessidade”, a serem examinados pela Polícia Federal. Em dezembro, antes de assumir o comando do Palácio do Planalto, Bolsonaro escreveu em uma rede social que pretendia garantir, por meio de decreto, a posse de armas de fogo a cidadãos sem antecedentes criminais.