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Últimas “Evo errou ao tentar quarto mandato, mas o que fizeram com ele foi golpe”, diz Lula

Evo Morales e Lula (foto) tiveram uma relação próxima durante o mandato do petista (2003-2010)

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Lula (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista ao jornal inglês Guardian, que a crise política na Bolívia o entristece profundamente.

“Meu amigo Evo [Morales] cometeu um erro ao tentar um quarto mandato como presidente. Mas o que eles fizeram com ele foi um crime. Aquilo foi um golpe. Isso é terrível para a América Latina”, disse Lula, em entrevista feita em São Paulo e veiculada nesta sexta-feira (22).

Evo renunciou ao cargo de presidente em 10 de novembro, após ser alvo da pressão dos militares e de uma onda de protestos, surgidos após ele ter sudo apontado como vencedor nas eleições de 20 de outubro. Ele estava no cargo desde 2006, e iria para o quarto mandato.

A OEA (Organização dos Estados Americanos) fez uma auditoria da apuração e recomendou a anulação da eleição. Exilado no México, Evo disse nesta sexta-feira estar convencido de que em 4 de novembro sofreu um atentado fracassado, quando o helicóptero em que viajava apresentou um problema mecânico e fez um pouso de emergência. Ele deu entrevista a um programa da TV russa RT, apresentado pelo ex-presidente do Equador Rafael Correa.

Evo e Lula tiveram uma relação próxima durante o mandato do petista (2003-2010). Em 2006, o líder boliviano nacionalizou propriedades da Petrobras no país. Lula também disse estar excitado de ver líderes de esquerda no comando da Argentina e do México. Alberto Fernández, com Cristina Kirchner na vice, assume a Casa Rosada em dezembro. No México, Andrés Manuel López Obrador está na Presidência há quase um ano.

O ex-presidente foi solto em 8 de novembro, após 580 dias preso na sede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba. A soltura ocorreu um dia após o STF (Supremo Tribunal Federal) ter decidido, por 6 votos a 5, que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos).

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