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FCDL considera a queda na taxa básica de juros uma boa notícia, especialmente para o varejo

Vitor Koch, presidente do FCDL: otimismo frente a 2018. (foto: Banco de Dados/O Sul)

Ao abrir a coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (07) para falar sobre os cenários de 2017 e 2018 para a economia do País e do Estado, o presidente da FCDL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RS), Vitor Augusto Koch fez menção à queda da taxa básica dos juros em meio por cento, enfatizando que esta é uma “boa notícia, especialmente para o varejo. Entendemos que isto é benéfico para nossa atividade”. Juros majorados, segundo ele, significam corrosão dos orçamentos familiares e endividamento, encarece e empobrece as pessoas, por isso mesmo “vejo com alegria a política de redução de juros e ficamos, enquanto entidade, com a percepção de que poderemos fechar 2018 com a taxa Selic na casa dos 6%”.

A estimativa do presidente é de um fechamento do varejo em 2017 bastante positivo, com índice de 13,41% superior ao ano anterior. “Não é um número elevado, mais ainda longe de reverter a queda dos últimos dois anos”. Hoje, o RS conta com 99.307 mil estabelecimentos comerciais e com perspectivas de crescimento uma vez que redes de outros Estados deverão se fixar em solo gaúcho, recuperando perdas, já que em 2014 eram 104 mil estabelecimentos no Estado.

Com a geração de empregos no varejo sendo retomada pela colocação de cinco mil novos postos de trabalho neste ano, o montante em salários representou no período 918 milhões de reais, o que para Koch também sinaliza uma recuperação setorial. Além disso, ele lembrou que em anos eleitorais os impostos ficam congelados, tradicionalmente, o que significa ainda melhora neste quadro econômico. “A reforma trabalhista também deverá alavancar mais empregos”, reiterou.

O presidente apontou a expectativa da FCDL para o PIB brasileiro, que deverá apresentar um crescimento entre 2 e 3%, e um aumento no consumo entre 3,5 e 5% em 2018. A previsão da entidade para o PIB gaúcho é de chegar a 3,7% no próximo ano, puxado pela agricultura com índices positivos de 3,5%, pela indústria com 4% e pelo comércio com 4,5%. Ele considera relevante o resgate do Estado como mercado exportador, com um olhar a países do Oriente, principalmente com a comercialização de proteína animal e alguns grãos, o que contribui para aquecer ainda mais o agronegócio brasileiro e gaúcho no cenário internacional.

Vitor Koch divulgou uma recente iniciativa da Federação, que é a criação de Câmaras Setoriais em parceria com Fiergs e Sebrae. O primeiro contrato junto ao Governo do Estado começará pelo segmento do vestuário. “É um laboratório no segmento da confecção, que apresenta fuga. Trata-se de uma grande oportunidade para o fortalecimento da economia e arrecadação de impostos se conseguirmos fomentar comércio legal”.Ele ainda mencionou o esforço da Federação junto à classe política, solicitando apoio e levando informações em busca de soluções para o problema da informalidade do emprego, com vendedores ambulantes negociando produtos largamente no centro da Capital, somado à sonegação de impostos. (Clarice Ledur)

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