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Filmes com cães são sinônimo de sucesso em Hollywood

Obras com cães na trama central já arrecadaram bilhões de dólares desde 1974. (Foto: Reprodução)

Para garantir sucesso em Hollywood, basta fazer um filme com cães. “Um notável número de 70 filmes live-action com cachorros em papéis centrais na trama tem sido lançado nos cinemas desde 1974, e juntos arrecadaram mais de US$ 2,2 bilhões nas bilheterias domésticas”, disse Brad Brevet, editor da Box Office Mojo, um serviço que acompanha as receitas das bilheterias nos cinemas. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

“Há uma qualidade atemporal e duradoura no relacionamento entre as pessoas e seus cães, e pessoas de todas as idades gostam de ver isso refletido na tela.” Da mesma forma que Tom Hanks cativa como um homem generoso, um filme com cachorro é uma versão elevada de nossos animais de estimação, na qual podemos projetar temas e ideias maiores. Quanto mais bonito o cão, melhor também.

Vinte e sete anos após o seu lançamento, Beethoven, O Magnífico ainda é o exemplo por excelência, já que a visão do adoravelmente burro São Bernardo, enfurecendo Charles Grodin, levou a um total de US$ 147,2 milhões, que é de US$ 266,70 milhões ajustados pela inflação. Em 2008, foi a vez de Marley & Eu mostrar um labrador retriever causando estragos, mas que acabou encantando Owen Wilson e Jennifer Aniston, o que ajudou o filme a arrecadar US$ 286,5 milhões.

O sucesso do Beethoven 2 (US$ 207,9 milhões) e do live-action 101 Dálmatas de 1996 (US$ 518,45 milhões) mostra que jogar mais cães no caos também funciona. O que poderia ser o motivo pelo qual Neve pra Cachorro ($ 162,5 milhões), Resgate abaixo de zero (US$151,82 milhões) e Hotel Bom pra Cachorro (US$138,6 milhões) serem hits, apesar de instantaneamente esquecíveis.

“Quatro Vidas de um Cachorro – que arrecadou US$ 205 milhões em todo o mundo em 2017 e tem sequência nos cinemas -, Como Cães e Gatos (US$ 288,24 milhões) e Perdido pra Cachorro (US$ 176 milhões) finalmente deram aos donos de cães que tentaram atuar a chance de aprender sobre os pensamentos e motivações de seus animais de estimação. Até mesmo o vocabulário atrofiado do Scooby-Doo inspirou dois filmes no início dos anos 2000 que arrecadaram US$ 632 milhões, embora isso tenha mais a ver com sua tradição histórica como desenho animado do que com sua fascinante conversa.

Como seria de esperar, a Disney abriu o caminho para animar os cães. A dama e o vagabundo (1955) faturou US$ 344,31 milhões e, seis anos depois, 101 Dálmatas acumulou US$ 119,02 milhões. Esses clássicos foram relançados tantas vezes que embolsaram cerca de US$ 500 milhões nas décadas seguintes. Pets – A Vida Secreta dos Bichos, que tem uma sequência com lançamento global, é a prova de que esta fórmula ainda funciona. O filme arrecadou US$ 875,6 milhões em 2016.

Parece que os espectadores só querem ver cães sendo cachorros em vez de estrelas de esportes, policiais ou assassinos. Bud – O Cão Amigo é o filme de alto conceito de maior sucesso com um cachorro, e mesmo aquelas façanhas ilógicas em um time de basquete do ensino médio renderam apenas US$ 42,76 milhões. Claro que Max: o cão herói e Spot – um cão da pesada, com cachorros como agentes da lei, fizeram mais, mas seus retornos foram suaves quando comparados aos seus orçamentos maiores.

O mesmo pode ser dito quando os cães são excessivamente agressivos também. O Cão Branco de Sam Fuller (1982), sobre um cachorro treinado para ataques raciais, foi um fracasso. O thriller Max- Fidelidade Assassina (1993) fez apenas US$ 25,8 milhões. Mesmo a adaptação de 1993 de Cujo, de Stephen King, foi só boa, arrecadando apenas US$ 54 milhões.

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