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Inconformados com o tratamento de Bolsonaro, líderes dos partidos que compõem o grupo do Centrão já falam em medidas de retaliação ao governo

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

As críticas do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), à articulação política do governo para a votação da reforma da Previdência ganharam apoio de líderes do Centrão, que já estavam irritados com o Palácio do Planalto. Deputados disseram na sexta-feira (22), que vão recusar a oferta de cargos nos Estados e preparam novas derrotas para o Executivo nos próximos dias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nessa linha, o primeiro enfrentamento deve acontecer na próxima terça-feira, durante sabatina do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Deputados do bloco encabeçado por PP, PR, PTB e PRB avisaram a representantes do governo na Casa que pretendem abandonar a sessão, abrindo espaço para a oposição sabatinar o ministro responsável pela proposta da reforma da Previdência.

Parlamentares também buscam apoio para derrubar a isenção de visto para americanos, anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro durante viagem a Washington.

O incômodo de deputados tem relação, principalmente, com a forma adotada pelo governo para negociar cargos. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, articuladores do Palácio do Planalto querem que os parlamentares deixem suas digitais nas nomeações, assinando uma planilha ao lado de seu afilhado político.

Outro motivo alegado para a “rebelião” é que na lista apresentada aos deputados há apenas cargos considerados sem relevância. Diretorias de estatais importantes, por exemplo, ficaram de fora. Além disso, as indicações estão condicionadas a nomes de servidores de carreira dentro de cada órgão.

A gota d’água para os parlamentares, porém, foi a declaração de Bolsonaro em uma live direto do Chile, em que atribuiu a prisão de Michel Temer à “sintonia fina” que o ex-presidente mantinha com o Congresso.

O deputado Domingos Neto (PSD) resumiu a insatisfação ao afirmar que o governo não pode ter uma atitude nas redes sociais e outra ao sentar para conversar. “As negociações estão paralisadas. Enquanto o governo não mudar a forma de articular, não há acordo”, afirmou.

Em um movimento orquestrado, coordenadores das bancadas regionais comunicaram a suspensão das negociações por cargos. As conversas vinham se arrastando nas últimas duas semanas. “Toda a bancada está pronta para ajudar o governo, mas o governo precisa se ajudar, porque está muito bagunçado. Hoje, no Congresso, é preocupante a situação que está a interlocução”, disse Neri Geller (PP-MT).

Reação

Articuladores políticos do governo tentam atuar como “bombeiros” na crise. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, buscou deputados do PSL para organizar o discurso. Já a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), tentou apaziguar o clima ruim com Maia. “Nós estamos em um ponto de reatar a relação”, disse ela, após se encontrar com o presidente da Câmara. Joice e Onyx tentavam na sexta-feira agendar um encontro entre Maia e Bolsonaro para este fim de semana.

Até mesmo o filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-SP), entrou no circuito para apaziguar os ânimos. “O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é fundamental na articulação para aprovar a Nova Previdência e projetos de combate ao crime”, disse no Twitter.

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