Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019

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Armando Burd Irão às ruas

Os ministros firmaram o entendimento de que o compartilhamento de informações deve ser feito apenas por meio de 'comunicações formais'. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem pelas redes sociais: caso o Tribunal Superior Eleitoral não autorize a coleta eletrônica de assinaturas para a criação de seu novo partido, a Aliança pelo Brasil só deverá estar apta a concorrer nas eleições de 2022.

Era o combustível que faltava para inflamar os admiradores que vão se atirar na tarefa de recolher em centenas de cidades as 500 mil assinaturas necessárias para o registro.

Sem deixar a peteca cair

Técnicos de futebol costumam dizer a seus jogadores que “não há bola perdida”. A bancada do PT segue o princípio. Mesmo em uma sessão plenária como a de ontem, com poucas presenças de deputados, Zé Nunes foi três vezes à tribuna e Sofia Cavedon, uma, para bater no governo do Estado. Na sequência, Mateus Wesp, do PSDB, justificou projetos do Executivo e aproveitou para defender o prefeito Nelson Marchezan Júnior. Foi a vez de Sebastião Melo, do MDB, atacar a gestão municipal.

Sessão de bate e rebate consistente como poucas vezes se viu neste ano.

Ponto morto

O silêncio sobre a reforma política revela que representa ameaça aos que têm o poder de realizá-la. Também consagra o ditado: deixa como está para ver como fica.

Lembrando

Muitos devem ter esquecido sobre o que garante o artigo 35 da Constituição: “O pagamento da remuneração mensal dos servidores públicos do Estado e das autarquias será realizado até o último dia útil do mês do trabalho prestado.”

Pergunta rápida

Quando um Estado se revela incapaz para corrigir seus próprios erros e defeitos, como poderá ajudar a sociedade a acertar os seus?

Área de conflito

Com a atual composição do Supremo Tribunal Federal, não existe a mínima possibilidade de ser erguida a bandeira branca. Os sinais de guerra interna se propagam.

Modelo comodista

Mesmo com a reforma da Previdência, o governo não apresenta números e a oposição age da mesma forma. Talvez, nem conheçam.

Desastre

Obras públicas no país, que somam 149 bilhões de reais, estão paradas por decisões judiciais. Equivale a um salto em que o paraquedas não funciona.

Deu no site

Escorpiões são encontrados em corredor do Senado. Para não confundir: são da espécie Caraboctonidae.

Resultado vai surpreender

A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul prestaria um grande serviço se somasse o número de viagens de prefeitos, secretários e vereadores a Brasília e as horas de peregrinação por ministérios. De pires na mão, buscam migalhas. Dinheiro que saiu dos municípios e que, para voltar, exige esforço sobre-humano.

Para diminuir riscos

Projeto do Executivo apresentado em junho prevê o fim do exame toxicológico para motoristas profissionais, incluindo os de ônibus ou caminhões. Na defesa do interesse público, a Câmara dos Deputados votará pela manutenção.

Com todo o cuidado

Frase que políticos experientes gostam de repetir antes de começar uma campanha eleitoral: zombar do jacaré, só depois de passar o rio.

Vocação para chatear

Teve efeito por algumas semanas a identificação nos celulares dos que telefonam, insistentemente, oferecendo serviços e produtos que não interessam. Os praticantes do disque-estresse encontraram uma saída: trocaram os números que ainda precisarão passar por nova peneira até caírem na lista das ligações indesejadas.

Tem limite

Para os que criticam a intromissão ilimitada do poder público brasileiro, cabe citar Lao-Tsé, filósofo da China antiga: “Governo sábio é aquele que se torna invisível.”

Dão um jeitinho

Entre a ingenuidade e a provocação: em nosso país, a legislação existe para normatizar a relação entre iguais. Aí, surgem os mais iguais.

 

 

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