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Lava-Jato forte

Damares Alves articula Projeto de Resolução na Câmara para cota de pessoas com deficiência nos gabinetes. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Delegados da Polícia Federal avaliam que os “ataques” sofridos pela Lava-Jato nos últimos meses não afetarão a operação. Para a delegada responsável pelo início da Lava-Jato, Erika Marena, atualmente à frente do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica, os ataques, seja de qualquer ordem, “só servem para provar que a investigação foi bem feita. Eu vejo isso como reconhecimento da qualidade do trabalho”. Marena participou em Salvador do “4º Simpósio de Combate à Corrupção”, que reuniu mais de 500 delegados federais e autoridades do País, evento da seção baiana da ADPF (Associação Nacional de Delegados de Polícia Federal).

Combate cresce

O presidente da ADPF, delegado Edvandir Paiva, pontua que a operação trouxe “provas robustas” e que o vazamento não vai fragilizar o combate à corrupção.

Provas

“As provas foram confirmadas em outras instâncias. Não há nenhum liame entre uma prova produzida e conversa que tenha sido considerada inadequada”, diz à Coluna.

Enlace

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), se aproxima do PSB para concorrer à presidência em 2022. Conversa muito com o presidente do partido, Carlos Siqueira.

Salva-vida$

Entrou em alerta a Associação Nacional para Salvar Vidas, com 19 associadas. Temem que a confusão dos bingos em SP prejudique a arrecadação que sustenta as verdadeiras instituições filantrópicas, responsáveis hoje por 50% dos atendimentos do SUS.

Brecha dá azar

As verdadeiras instituições filantrópicas são as mais prejudicadas com a onda de casas de bingo ‘beneficentes’ em São Paulo, com respaldo de liminares da Justiça. Os bingos clandestinos se valem brecha da Lei Federal 13.204/15, que garante às entidades filantrópicas distribuir prêmios para arrecadar recursos adicionais para manutenção.

Confusão

Isso nada tem a ver com os sorteios da capitalização filantrópica, via Filantropia Premiável, atividade legal regulamentada pela Susep e que tem sido uma das principais fontes de recursos de entidades reconhecidas como as APAEs, o Hospital de Barretos e o Hospital Amaral Carvalho, ambos unidades de tratamento de câncer.

Cidadania

A ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, articula Projeto de Resolução na Câmara para cota de pessoas com deficiência nos gabinetes. Sem aumentar os gastos.

Na berlinda

Segue tensa a vida do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), com credores americanos e brasileiros, da Flórida, na sua cola. Seu passaporte deve ser recolhido.

Petrobra$

Os acordos de leniência assinados por empresas envolvidas em corrupção já possibilitaram a devolução de pouco mais de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos nos últimos sete primeiros meses. Desse valor, R$ 419 milhões foram ressarcidos à União, e o restante, às demais entidades lesadas pelas atividades ilícitas, como a Petrobras.

Defasagem

O contingenciamento de recursos e a defasagem de pessoal preocupam delegados da PF. A crise compromete investigações e limita as ações de inteligência, por exemplo. À Coluna, o delegado e diretor-regional da ADPF-Bahia, Rony José Silva, afirma que, no Estado, a falta de efetivo é muito grande.

Dever cumprido

“Onde faltam pessoas, nós trabalhamos com prioridades; e a Polícia que trabalha com prioridade, sem poder fazer o básico, não está sendo completamente eficiente”.

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