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Lulu Santos jorra romantismo em um novo álbum sobre o seu relacionamento

União guia o disco 'Pra Sempre', com faixas que lembram sucessos dos anos 1980. (Foto: Reprodução)

Para quem é conhecido como o último romântico, nome de um de seus maiores hits, de 1984, lançar um disco que é uma louvação explícita ao amor não deveria surpreender. O que impressiona é a intensidade dessa declaração de Lulu Santos. “Para sempre” chega às plataformas digitais no momento em que o ator completa um ano de relacionamento, exposto de maneira escancarada nas redes sociais. Afinal começou nelas.

Lulu, 66, conheceu Clebson Teixeira, 27, pelo Instagram. E é possível pinçar referências à parceria dos dois em todo o álbum. Há versos claros sobre a reação do casal diante de comentários recriminatórios. Primeira canção da safra a sair, em agosto do ano passado, “Orgulho e Preconceito” não poderia ter versos mais diretos: “Esta canção é pra você nunca mais ter que sussurrar quando diz que me ama/ Pra te libertar de todo julgamento alheio/ Pra você poder dizer sem receio: te amo”.

“As músicas foram aparecendo no decorrer dessa nossa história”, conta Lulu. “Fala do começo, que é o encantamento, o instintivo, que está da música ‘Tão Real’, até a canção ‘Pra Sempre’, feita agora, há três meses, chegando com a ideia de a gente morar junto.”

“Gritos e Sussurros”, com cara de hit, e “Hoje em Dia” foram apresentadas também no ano passado, em performances no programa The Voice Brasil, no qual ele é um dos jurados desde 2012. As três canções já foram incorporadas ao repertório de seus shows.

Lulu admite reconhecer semelhanças entre as canções novas e as que lançou nos três primeiros álbuns, entre 1982 e 1984. “Elas têm a mesma voltagem emocional de ‘Como uma Onda’ ou ‘O Último Romântico’.” “Hoje em Dia”, com o verso “nosso amor virou notícia”, também retoma o humor sagaz do Lulu dos anos 1980.

Ele entregou a finalizacão das faixas a vários produtores. Além do parceiro de longa data DJ Meme, a lista conta com nomes como Theo Zagrae, Ruxell, Sergio Santos, Dudu Borges e o combo de produtores Head Media, que formavam o grupo de pop rock Cine. “Entreguei a tarefa a outras pessoas que sabem fazer, porque é um talento que eu não tenho. Sobrou espaço para fazer o que eu sei, sem ficar cansado do meu próprio álbum.”

“Música pop é música de juventude, feita por jovens e direcionada à juventude. Quem amadureceu nesse universo, como eu, pode ter uma forma de dar continuidade a isso. As canções são mais importantes do que as roupagens.”

Celebrado como exímio guitarrista, Lulu continua usando o instrumento com comedimento. Já tinha feito isso no disco dedicado ao repertório de Rita Lee, quando minimizou as guitarras. “Eu virei um guitarrista funcional. Há algum tempo o Brian Eno disse que a música eletrônica, sequenciada, retira do criador o fardo da execução, essa obsessão de tocar sempre bem. Você não precisa se preocupar, precisa ter boas ideias.”

Para ele, há mais de 30 anos se faz música com pedaços de outras já gravadas. “O pop é um comentário sobre a sociedade e o que já foi feito.” Uma música fragmentada, consumida de forma fragmentada. “Na década de 1970, você tinha tempo de ouvir um álbum duplo de ponta a ponta. Dava tempo de ficar chapado, dormir e acordar para ouvir de novo. A vida hoje não permite mais.”

Das 11 faixas de “Pra Sempre”, 9 são inéditas. As outras são um remix de “Radar”, petardo de som black setentista que abre e fecha o álbum, e a cover de “The Look of Love”, clássico escrito por Burt Bacharach e Hal David em 1967, que combina com o espírito romântico do disco.

Lulu vai levar “Pra Sempre” à estrada, começando em 1º de junho, em Belo Horizonte. Depois segue para o Rio de Janeiro, com shows nos dias 28 e 29. Em São Paulo, o repertório será mostrado no dia 6 de julho, no Credicard Hall.

Para ele, escolher o repertório do show é uma tarefa que faz com prazer. “Eu devo a minha carreira às canções que as pessoas escolheram para suas próprias vidas”.

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