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Michael Jackson já faturou 2 bilhões de dólares após a morte, o mesmo que durante toda a vida

O cantor Michael Jackson no ano de 2002. (Foto: Reprodução/Instagram)

Michael Jackson já rendeu, após a sua morte, o mesmo que durante toda a sua vida. Conforme o cálculo da revista norte-americana “Forbes”, o espólio do cantor – morto há exata uma década e prestes a completar 51 anos – arrecadou US$ 2,1 bilhões (R$ 8,6 bilhões) desde 2009. As informações são do Valor Econômico.

O cálculo considera a receita antes dos impostos e a atualiza segundo a inflação nos Estados Unidos nesse período.

E impressiona: os US$ 2,1 bilhões equivalem ao mesmo valor que, estima-se, Jackson recebeu durante os 45 anos de sua carreira, iniciada ainda na infância, quando era a estrela do The Jackson 5, conjunto dele e de quatro irmãos.

Os valores mais que compensam as dívidas deixadas pelo pop star, estimadas em US$ 500 milhões (R$ 1,9 bilhão). Também superam em muito as indenizações exigidas dele em processos na Justiça, estimadas em US$ 2 bilhões (R$ 7,67 bilhões). Lembrando que o cantor foi absolvido na maioria das causas.

Apenas em 2016, Michael Jackson – o nome, a marca, os direitos – faturou US$ 825 milhões (R$ 3,1 bilhões), o maior valor anual já gerado por um artista na história.

Fenômeno à prova de morte

Outros números confirmam a percepção de que a morte fez bem aos negócios de Michael Jackson.

As vendas de discos, por exemplo. Jackson era um fenômeno do mercado fonográfico desde seus dois primeiros discos solo, “Off the Wall” (1979) e “Thriller” (1982), que já somam mais de 41 milhões de unidades vendidas.

Nos cinco anos antes de morrer, o cantor já não vendia tantos álbuns; foram 4 milhões entre 2004 e 2009. Nos cinco anos posteriores a sua morte, contudo, esse total disparou 225% para 13 milhões.

O documentário biográfico “This Is It” (2009), lançado logo após sua morte, arrecadou mais de US$ 260 milhões (R$ 997 milhões).

E o espetáculo “Immortal”, uma parceria póstuma entre Jackson e a companhia de dança Cirque du Soleil, rendeu US$ 360 milhões (R$ 1,3 bilhão) em bilheteria até 2014, após temporada de três anos e 501 apresentações.

Esse “efeito morte” não atinge apenas o rei do pop. Kurt Cobain é outro exemplo de imensa valorização: até se suicidar, em 1994, aos 27 anos, o líder do Nirvana tinha patrimônio estimado em US$ 50 milhões. Esse total saltou para US% 450 milhões em 2014, segundo estimativa da CNBC.

Altas extravagâncias, bons negócios

A maior parte das receitas pós-morte do espólio de Michael Jackson vieram de remunerações de direitos autorais – não só de músicas suas, mas também de canções dos Beatles cujos royalties ele adquiriu nos anos 1980.

A polêmica aquisição dos direitos das canções de John, Paul, George e Ringo, aliás, ilustrou o tino de Jackson para negócios, a despeito da também notória vocação para gastos extravagantes.

Em 1985, o cantor adquiriu por US$ 47,5 milhões (R$ 182,2 milhões) metade do catálogo da ATV Music, que incluía os direitos autorais de sucessos dos Beatles então reunidos em um disco de “greatest hits”.

Em 1995, quando a ATV se fundiu à Sony Music, Jackson precisou desembolsar mais US$ 115 milhões (R$ 441 milhões) pela outra metade do catálogo.

Em 2016, o espólio do artista vendeu metade dos direitos sobre o catálogo das músicas do quarteto inglês por US$ 750 milhões (R$ 2,8 bilhões) – uma valorização de impressionantes 823% em 21 anos, ou, numa conta grosseira, quase 40% ao ano.

Mesmo em suas excentricidades o cantor fazia bons negócios.

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