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Michelle Obama usa “palavrão” para criticar executiva

Michelle participava de um evento promocional de seu novo livro, intitulado “Becoming”. (Foto: Reprodução)

A ex-primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama usou um “palavrão” no último sábado (1º) para se referir à ideia do “lean in”, segundo a qual mulheres devem se impor no ambiente de trabalho, defendida por Sheryl Sandberg, executiva número dois do Facebook. “Isso é uma mentira. Nem sempre ‘lean in’ [se impor] é o suficiente, porque essa merda não funciona sempre”, disse Michelle a um auditório com 19 mil pessoas em Nova York. Ela participava de um evento promocional de seu novo livro, intitulado “Becoming” (“Minha História”, no Brasil).

“Essa coisa de ‘você pode ter tudo’. Não pode, não ao mesmo tempo”, afirmou a ex-primeira dama, que, na sequência, desculpou-se: “Eu esqueci onde eu estava por um momento”.

Sheryl é autora do livro “Lean in: women, work, and the will to lead” (Faça acontecer: trabalho e vontade de liderar, no título, lançado em português). Ela defende no livro que mulheres devem lutar para conquistar o comando de grandes empresas e que não devem se satisfazer com posições subalternas.

Conselhos à Meghan

Michelle compartilhou algumas palavras de sabedoria com a duquesa de Sussex, a mulher do príncipe Harry, Meghan Markle, sobre como se ajustar à vida sob os holofotes.

“Como eu, a Meghan provavelmente nunca imaginou que teria uma vida assim”, disse ela à revista Good Housekeeping.

“A pressão que você sente – de você própria e dos outros – pode ser excessiva”, continuou ela.

“Eu passei alguns meses na Casa Branca só me preocupando com minhas filhas, garantindo que elas estivessem bem na escola, que fizessem amigos, antes de me lançar em trabalhos mais ambiciosos. Acho totalmente aceitável – inclusive, acho bom – fazer isso.”

Ela foi pioneira de uma série de iniciativas durante seus oito anos na Casa Branca, focadas principalmente na nutrição e na saúde das crianças.

Meghan Markle já começou a se envolver em novos projetos desde que entrou para a família real no início do ano, por exemplo, participou de uma iniciativa de caridade para ajudar pessoas afetadas pelo incêndio que atingiu o edifício residencial Grenfell Tower, em Londres.

Antes de se tornar noiva do duque de Sussex, quando era atriz, ela já fazia campanha por uma série de causas, como o empoderamento feminino, um interesse que Michelle Obama também tem.

Outros conselhos

Em eventos para promover seu livro, Michelle tem dado conselhos para mulheres e meninas em geral.
Em um deles, ela contou que sente até hoje “síndrome de impostora” – quando a pessoa acha que não é boa o bastante para o destaque que tem, o cargo que exerce, etc.

Ela foi perguntada como é ser “um símbolo de esperança”, ao que respondeu:

“Ainda sinto um pouco de síndrome de impostora, nunca passa aquela sensação de que as pessoas não deviam me levar a sério, quem sou eu, o que eu sei? Estou contando isso para mostrar que todos temos insegurança sobre nossas capacidades, nosso poder e o que ele representa. Se estou dando esperança às pessoas, isso é uma responsabilidade, então tenho que me garantir”, disse a ex-primeira-dama.
No mesmo evento, ela falou que mulheres negras costumam ser muito caricaturadas.

“Nossos quadris, nosso estilo, nosso charme são cooptados pela cultura, mas depois somos demonizadas”, diz ela.

“Meu conselho para mulheres jovens é que você tem que tirar esses demônios da cabeça. O que me pergunto sempre, a pergunta que nos persegue, é se sou boa o bastante, pois desde novinhas a mensagem que nos chega é de que ‘talvez você não seja isso tudo, não seja ambiciosa, não fale alto demais'”, comenta.

A ex-primeira-dama disse que isso acontece com mulheres – principalmente negras e latinas – e pessoas de classes mais baixas, pois as pessoas que estão no poder tentam fazê-los sentir como se aquele não fosse o lugar deles.

“O segredo é o seguinte: eu já estive em todas as mesas de poder que você pode imaginar. Trabalhei com ONGs, fundações, corporações, reuniões de estado, ONU. Posso te dizer que aquelas pessoas não são tão espertas assim”, disse ela.

 

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