Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019

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Brasil O Brasil chega à sua segunda pior sequência de jogos no século

Sequência de derrotas começa a incomodar CBF. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

A derrota para a Argentina por 1 a 0, nesta tarde, na Arábia Saudita, foi o quinto tropeço seguido da Seleção Brasileira – empatou antes com Colômbia, Senegal e Nigéria e perdeu para o Peru. Essa série de resultados ruins nos anos 2000 só foi superada uma vez, em 2001, quando o Brasil passou seis jogos sem vencer.

Na oportunidade, o técnico Emerson Leão foi demitido, após empate com Canadá e Japão e derrota para França e Austrália. Luiz Felipe Scolari entrou em seu lugar e ainda amargou mais dois reveses seguidos – o time perdeu para Uruguai e México.

Anos mais tarde, uma nova série frustrante da Seleção também se deu numa mudança de comando da equipe, com cinco partidas sem nenhuma vitória. Tudo começou com um empate do Brasil com a Colômbia, num amistoso em novembro de 2012 nos Estados Unidos.

Dias depois, a Seleção acabou derrotada pela Argentina por 2 a 1, na casa dos rivais. O ano terminava em seguida e Mano Menezes não resistiu à pressão para continuar no cargo. Foi substituído por Luiz Felipe Scolari, que voltou a obter maus resultados em seu início de trabalho – derrota para Inglaterra e empate com Itália e Rússia.

Essa sequência de 2012-2013 se equivale à de hoje, com um diferencial – naquela, o Brasil ainda enfrentou adversários tradicionais, como Inglaterra, Argentina e Itália. Desta vez, apenas a Argentina pode ser considerada como uma seleção forte.

O jogo

O Brasil foi dominado pela Argentina na tarde desta sexta-feira, na Arábia Saudita, e saiu de campo com a derrota por 1 a 0. A Seleção Brasileira segue na seca após a conquista da Copa América no meio do ano – duas derrotas e três empates até agora. A equipe de Tite só teve uma chance de gol, em pênalti desperdiçado por Gabriel Jesus. Depois, nada mais fez. O gol que deu mais um troféu do Superclássico das Américas para os hermanos foi marcado por Messi.

Para terminar a temporada de amistosos em 2019, novamente sem jogadores que atuam em solo brasileiro, o Brasil volta a campo na terça-feira, às 10h30, diante da Coreia do Sul. No dia anterior, a Argentina faz o confronto diante do Uruguai.

O clássico começou bastante agitado, com dois pênaltis marcados, um para cada lado – ambos assinalados corretamente pelo árbitro Matthew Conger. O primeiro foi a favor do Brasil, aos oito minutos da etapa inicial, quando Gabriel Jesus foi derrubado por Pezzella. O próprio Gabriel Jesus foi para a cobrança, mas perdeu – mandou para fora. Dando sentido ao ditado “quem não faz, leva”, a Argentina, aos 11, também teve uma penalidade marcada – em toque de Alex Sandro. Messi foi para a cobrança, Alisson defendeu, mas deu rebote e o próprio Messi fez: 1 a 0 para os argentinos.

Atrás do marcador, o Brasil precisava sair mais para o ataque. Porém, sem ousadia, o meio de campo da seleção montada por Tite ficava com uma longa posse de bola, mas sem criação, sem efetividade, não adiantava de nada. Até o intervalo, apenas mais uma chance de perigo – e foi para a Argentina. Aos 45 minutos, Arthur errou passe, a bola sobrou para Messi, que arrancou e chutou cruzado para a defesa de Alisson. Na volta para o segundo tempo, o panorama dos 45 minutos iniciais se manteve, com o Brasil acuado diante de uma Argentina que buscava ser efetiva para confirmar a vitória.

A Argentina seguiu bem melhor do que o Brasil. A nossa Seleção, pela disposição apresentada dentro de campo, parecia que estava goleando os hermanos. Irreconhecíveis, nada faziam. E a equipe comandada por Lionel Scaloni pressionava cada vez mais. Ocampos tentou aos 13 minutos, Messi aos 20, Paredes aos 30, Lautaro Martínez aos 34, Guido Rodríguez aos 38… Com toda a justiça do mundo, a Argentina venceu o Brasil por 1 a 0.

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