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Massacre em Suzano reforça a importância de combater o bullying

(Foto: Tayná Schutz/ Ascom Seduc)

As cenas do ataque na Escola de Suzano, interior de São Paulo, chocaram pela brutalidade dos autores dos tiros e golpes de machado. Um deles, Guilherme Monteiro, de 17 anos, parou de estudar por causa das provocações que sofria dos colegas.

O psiquiatra, Ricardo Nogueira, afirma que essa forma de perseguição, conhecida como “bullying“, está entre as motivações deste tipo de tragédia: “Essa questão do bullying tem que ser denunciada. Neste caso, o menino saiu da escola e ninguém fez nada. Isso é questão de todos nós, inclusive do conselho tutelar. Daqui a pouco vamos virar os Estados Unidos.”

As escolas e os pais dos alunos que sofrem bullying nem sempre conseguem identificar sintomas como isolamento, alteração de humor e depressão. De acordo com Luciane Manfro, coordenadora do CIPAVE (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar) os jovens possuem maneiras de expressar o que ele estão vivenciando, mas falta diálogo. Quando um problema se agrava, isto afeta a convivência deles na sociedade.

Em 2016, as escolas públicas do Rio Grande do Sul chegaram a apresentar 5 mil casos de bullying. Para enfrentar este problema foi criado um sistema inédito de acompanhamento de violência dentro das escolas, através de ações integradas. Em três anos os casos de bullying caíram em 65%. Os colégios registram os casos no programa de prevenção de acidentes e violência escolar da Secretaria Estadual de Educação, assim são trabalhadas as ações de prevenção para fortalecer as relações humanas. ” As escolas estão entendendo que o trabalho preventivo precisa acontecer o ano todo. Não é apenas uma ação isolada, projeto ou programa que vai resolver o problema.” afirma Luciane.

Especialistas confirmam que esse é um problema de toda a sociedade, onde os pais devem manter um diálogo com os filhos e que a escola trabalhe a cultura de paz e não violência.” A Sociedade está muito raivosa e violenta, e é uma raiva mortal. Então, o que temos que fazer é dar um basta nesta barbárie. Para isto, precisamos educar nossas crianças para que elas entrem em processo civilizatório.” confirma o psiquiatra Ricardo Nogueira.