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O namoro na Terceira Idade previne a depressão e melhora a saúde, contribuindo para o aumento da vontade de viver

Relacionamentos entre idosos podem enfrentar dificuldades de aceitação. (Foto: Reprodução)

Apaixonar-se não é um direito restrito ao público adolescente ou de jovens adultos. Com um envelhecimento ativo, é cada vez mais comum encontrar um parceiro na Terceira Idade. O namoro e outras formas de relacionamento nessa fase da vida pode ajudar a combater a depressão, aumentar a autoestima e a melhorar qualidade de vida.

De acordo com psicólogos, o envolvimento afetivo na terceira idade pode contribuir para o aumento na vontade de viver e para a manutenção de um estado emocional mais estável. “O namoro tende a reduzir os problemas de saúde, pois quando estamos apaixonados, assim como qualquer jovem, temos o desejo de nos cuidar, resgatando uma vaidade que, muitas vezes, se perdeu ao longo da vida. Além disso, ter com quem partilhar alegrias ou amenizar angustias faz a vida ser mais leve e ter mais sentido”.

Apesar das vantagens, é preciso ter cautela no início da relação. A profissional explica que muitos idosos buscam um parceiro por se sentirem sozinhos, por isso, é importante conhecer bem o pretendente, avaliar afinidades, diferenças e vivenciar cada etapa em seu tempo. Ainda assim, os familiares devem entender que, apesar de mais velhos, cada um deve ser responsável suas próprias escolhas.

Um dos fatores que podem pesar no sucesso – ou no fracasso – do relacionamento nessa fase da vida é a dificuldade de aceitação pelos familiares, algo bastante comum. Porém, antes de julgar, é preciso pensar que, para quem alcança a velhice, geralmente o desejo de ser amado por alguém permanece inalterado.

Dentre os principais alertas para o idoso e a sua família está a questão do sexo, que também pode ser vivenciado na terceira idade mas não dispensa a necessidade de diálogo sobre a necessidade do uso de preservativo, já que na época em que eram jovens não se tinha tanto acesso as estas informações. E as doenças transmissíveis pelo ato não escolhem idade.

Rede social

São diversas as formas de conhecer novas pessoas. Os encontros podem acontecer em sites de relacionamento, por meio de conhecidos em comum ou em encontros sociais, festivos ou religiosos, apenas para mencionar algumas das situações mais recorrentes. Isso torna importante a manutenção e ampliação do círculo de amizades, frequentando grupos voltados para a Terceira Idade, excursões, atividades comunitárias.

O ato de se envolver emocional ou sexualmente é, muitas vezes, consequência de bons encontros e momentos prazerosos que acontecem sem dia e hora marcada. Dessa forma, o ideal é respeitar o desejo do próximo e permitir que vivencie o momento, prezando sempre pelo respeito, aconselham especialistas.

Se for o caso de um reencontro com uma antiga paixão da juventude, a dica é lembrar que o tempo passou para ambos os envolvidos. Por esse motivo, é importante lembrar que a pessoa pode não ter inclusive o mesmo jeito e pensamento de antes. Reviver uma paixão é algo perfeitamente viável, mas as novas experiências (como as famílias constituídas por cada um dos parceiros, por exemplo) não deve se tornar uma barreira a uma nova relação.

Já no que se refere ao que foi vivenciado antes do reencontro afetivo, nem tudo precisa ser dito – nesse aspecto, trata-se de um ponto-de-vista que não difere muito do que se recomenda para qualquer casal, sejam quais forem as suas idades ou experiências. Basta contar apenas o que um ou outro considera necessário, por mais que o passado faça parte da construção da personalidade da pessoa pela qual surge o envolvimento na etapa final da existência.