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Os Estados Unidos aprovaram o primeiro remédio a base de maconha para epilepsia

Epidiolex pode ser aplicado em pacientes com síndromes raras de epilepsia. (Foto: Divulgação/GW Pharmaceuticals)

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos da América (FDA, na sigla em inglês) aprovou esta segunda-feira (25) pela primeira vez um medicamento à base de cannabis.

O Epidiolex foi recomendado para aprovação por um comitê consultivo em abril, e a agência teve até esta semana para tomar uma decisão.

A solução oral, que deve ser aplicada duas vezes ao dia, é aprovada para uso em pacientes com 2 anos ou mais para tratar dois tipos de síndromes epilépticas: síndrome de Dravet, uma disfunção genética rara do cérebro que começa no primeiro ano de vida, e síndrome de Lennox-Gastaut, uma forma de epilepsia com múltiplos tipos de convulsões que começam na primeira infância, geralmente entre 3 e 5 anos.

“Este é um avanço médico importante”, destacou o comissário da FDA, Scott Gottlieb, em comunicado. “Com os estudos clínicos adequados e bem controlados que apoiaram essa aprovação, os profissionais de saúde podem ter confiança para prescrever esta a droga.”

De acordo com a empresa britânica biofarmacêutica GW Pharmaceuticals, responsável pela produção do remédio, o Epidiolex é uma é um canabinoide “sem a alta dose de maconha, e o primeiro em uma nova categoria de drogas antiepilépticas”.

A FDA já aprovou versões sintéticas de alguns produtos encontrados na planta de maconha para outros fins, incluindo alívio da dor no câncer.

Justin Gover, diretor executivo da GW Pharmaceuticals, descreveu em um comunicado a aprovação do Epidiolex como “um marco histórico”, porque ofereceria às famílias “o primeiro e único medicamento canabidiol aprovado pela FDA para tratar duas epilepsias severas de início na infância”:

“Esses pacientes merecem e logo terão acesso a um medicamento canabidiol que foi amplamente estudado em testes clínicos, fabricado para garantir qualidade e consistência, e disponível por prescrição sob os cuidados de um médico”, descreveu Gover.

O medicamento estará disponível no mercado americano nos próximos meses. Ainda não foi divulgado qual será o seu preço.

De acordo com a Fundação da Epilepsia dos EUA, até um terço dos americanos epilépticos não encontra terapias para controlar suas convulsões.
Segundo Gover, o medicamento tem efeitos colaterais, sendo o mais comum a sonolência. No entanto, isso seria mais comum caso o Epidiolex fosse tomado com outros remédios — o que seria uma preocupação, já que a maioria dos epilépticos usa mais de uma droga.

A Sociedade Médica Europeia também está considerando a aprovação do Epidiolex e deve anunciar sua decisão no primeiro trimestre do ano que vem.

 

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