Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de maio de 2019
Pesquisa do Ibope divulgada nesta quarta-feira (8) mostrou que 59% dos entrevistados concordam que é preciso fazer uma reforma na Previdência. A pesquisa foi encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Veja os números: concordam: 59%; discordam: 36%; não sabem/não responderam: 5%; não concorda nem discorda: 1%.
O Ibope ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre os dias 12 e 15 de abril. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para cima e para baixo.
A reforma da Previdência é considerada pelo governo uma das principais medidas para conter o rombo nas contas públicas e retomar o crescimento da economia. O texto foi enviado pelo Palácio do Planalto ao Congresso em fevereiro. Já foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara e atualmente tramita em uma comissão especial na Casa.
O Ibope apurou que, dentre os entrevistados, 36% disseram conhecer a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo. Dentre esses 36%, as opiniões sobre a proposta são as seguintes: a favor: 39%; contra: 51%; não sabe/não respondeu: 10%.
Sobre o grau de conhecimento dos entrevistados sobre a reforma proposta pelo governo, as respostas foram: têm amplo conhecimento: 6%; conhecem os principais pontos: 30%; não conhecem o conteúdo: 31%; não sabem que o governo apresentou a proposta: 23%; não sabem/não responderam: 10%.
Outra pergunta da pesquisa foi sobre a necessidade de estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria, uma vez que as pessoas estão vivendo cada vez mais. A maior parte se disse favorável. Concordam: 72%; discordam: 23%; não sabem/não responderam: 4%; não concorda nem discorda: 1%.
Ainda de acordo com a pesquisa, a faixa de idade que mais pessoas apontam como aquela em que a aposentadoria deve ocorrer é entre 56 e 60 anos. Pela proposta do governo, a idade mínima para trabalhadores urbanos é de 65 (homens) e 62 (mulheres).
Com 65 anos ou mais: 6%; entre 61 e 64 anos: 13%; entre 56 e 60 anos: 33%; entre 51 e 55 anos: 25%; 50 anos ou menos: 22%; não sabe/não respondeu: 1%.
O Ibope também mediu a percepção dos entrevistados sobre o valor da aposentadoria ser proporcional ao tempo de contribuição. Para 59% dos brasileiros, é injusto que aqueles que se aposentam mais cedo recebam menos que aqueles que se aposentam mais tarde.
A pergunta foi: “O valor do benefício deve variar de acordo com a idade de aposentadoria?” As respostas foram as seguintes: concordam: 36%; discordam: 59%; não sabem/não responderam: 3%; não concorda nem discorda: 1%.
Comissão da reforma da Previdência ouve ministro da Economia
A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a proposta de emenda à Constituição da Reforma da Previdência iniciou a primeira audiência pública, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho.
Guedes falou por 20 minutos e Marinho por mais 40. Em seguida, o relator da PEC, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), fez algumas considerações sobre a proposta. Por volta das 16h, os deputados começaram a fazer perguntas. Mais de 80 parlamentares se inscreveram.
A comissão vai fazer ao menos mais nove audiências públicas. O relator Samuel Moreira sugeriu que a comissão fizesse 10 audiências públicas temáticas até o dia 29 de maio. Entre os temas estão os regimes geral e próprio dos servidores públicos, a Previdência de mulheres, trabalhadores rurais e categorias com critérios diferenciados (como policiais e professores), o regime de capitalização e o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
Os líderes da oposição querem pelo menos 15 audiências públicas em Brasília e, no mínimo, mais 10 audiências nos Estados. Em troca, se comprometeram a não obstruir os trabalhos da comissão. A decisão sobre a quantidade de audiências e o ritmo de trabalho caberá ao presidente da comissão especial da Reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos, e deve ser anunciada na semana que vem.
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