Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de setembro de 2020
Os restaurantes de Nova York (EUA) poderão servir seus clientes dentro dos estabelecimentos em 25% de sua capacidade máxima a partir de 30 de setembro, anunciou o governador Andrew Cuomo na quarta-feira (9).
O governador, que até agora se opôs à medida por medo de um aumento de casos do coronavírus, cedeu à pressão exercida por vários políticos e por centenas de proprietários de restaurantes que apresentaram uma ação coletiva na terça (8) para obter a autorização para servir seus clientes em espaços fechados.
Além disso, uma pessoa de cada mesa deverá deixar seus dados de contato caso surja um surto do vírus, não haverá serviço no bar, as mesas deverão ficar a dois metros de distância e os clientes deverão usar máscara se não estiverem sentados à mesa.
“Compreendo o benefício econômico de abrir os restaurantes e compreendo a pressão econômica que estão sofrendo”, disse Cuomo em uma coletiva de imprensa, no dia seguinte ao presidente Donald Trump lhe acusar de destruir a cidade por sua negação em reabrir totalmente os estabelecimentos.
Segundo o jornal The New York Times, aproximadamente 900 restaurantes da cidade fecharam definitivamente desde o início da epidemia em março.
Na terça, Cuomo disse que a cidade não tinha equipe o suficiente nem orçamento para controlar cerca de 20 mil restaurantes.
“Isso não se parecerá com as refeições dentro de restaurantes que conhecemos e amamos, mas é um progresso para seus trabalhadores e para todos os nova-iorquinos”, afirmou o prefeito Bill de Blasio em nota.
O prefeito destacou que os estabelecimentos “estarão sujeitos a protocolos de inspeção rigorosos e limites estritos de ocupação”.
Desde 22 de junho, cerca de 10 mil restaurantes de Nova York recebem clientes do lado de fora, em mesas instaladas em terraços, calçadas ou nas ruas.
Todos os demais condados do Estado de Nova York já obtiveram autorização para servir comida dentro dos locais.
A cidade de Nova York foi o epicentro nacional da pandemia em abril e maio, mas os números melhoraram radicalmente nos meses seguintes e a taxa de infecção foi inferior a 1% durante 33 dias consecutivos.
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