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Mundo Militares da Ucrânia são criticados por fazerem alunas de instituto marcharem de salto

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Fotos geraram duras críticas nas redes sociais e protestos no Parlamento, em Kiev. (Foto: Reprodução)

As autoridades ucranianas foram criticadas nesta sexta-feira (2) por fazerem estudantes mulheres marcharem de salto em vez de botas de combate durante um desfile militar planejado para agosto. O escândalo veio à tona após a publicação, pelo Ministério da Defesa, das fotos de um ensaio do desfile, organizado por ocasião do 30º aniversário da independência da Ucrânia, em 24 de agosto.

Nas imagens, publicadas na página no Facebook do ministério, é possível ver as mulheres, alunas de um instituto militar em Kiev, marchando uniformizadas e com sapatos pretos de salto médio, que fazem parte, segundo a pasta, do uniforme feminino para desfilar.

“Hoje ensaiamos com salto pela primeira vez. É um pouco mais difícil do que com botas, mas fazemos o possível”, disse uma das participantes, Ivanna Medvid, citada pela ArmiaInform, órgão oficial do Ministério da Defesa.

De acordo com os militares, o desfile militar na capital da Ucrânia prevê uma seção feminina independente representada pelas cadetes do instituto. Assim, as jovens têm três meses para exercitar a marcha duas vezes ao dia – num total de quatro horas diárias.

Além disso, de acordo com os militares, as mulheres têm de praticar um novo estilo de marcha padrão sob o qual elas têm de erguer os pés entre 10 e 15 centímetros em vez de 15 e 20 centímetros de acordo com os regulamentos antigos, segundo noticiou o Kiev Post.

As fotos geraram duras críticas nas redes sociais e protestos no Parlamento. “Saltos. Isso é uma afronta às mulheres e imposta pela indústria da beleza”, comentou a internauta Maria Shapranova na publicação do Ministério da Defesa, que denunciou sexismo e misoginia.

A deputada do partido Golos, Inna Suvsun, denunciou no Facebook o que chamou de ideia idiota que incorpora estereótipos sobre o papel das mulheres como, bonecas bonitas.

A vice-presidente do Parlamento, Olena Kondratiuk, exigiu que as autoridades se desculpem publicamente por esta humilhação das mulheres que defendem a independência da Ucrânia com armas.

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