Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de julho de 2021
Pelo menos 300 profissionais de saúde, incluindo médicos, de quatro cidades da região italiana da Lombardia apresentaram um recurso no Tribunal Administrativo Regional (TAR) de Brescia para pedir o cancelamento da obrigação de vacinação contra a Covid-19.
Os operadores sanitários que se recusam a receber o imunizante contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 são de Brescia, Cremona, Bergamo e Mântua. Uma audiência foi marcada para o próximo dia 14 de julho.
“Não é uma batalha dos antivacinas, mas sim uma batalha democrática. Aqui a pessoa é obrigada a correr um risco, caso contrário fica impedida de exercer a profissão”, explica o advogado Daniele Granara que apresentou recurso contra as Agências de Tutela da Saúde (ATS) Bergamo, Brescia, Val Padana e Montagna.
O pedido foi interposto no último dia 22 de junho e divulgado neste sábado (3). Segundo relatado pela defesa dos profissionais de saúde no apelo de 52 páginas, a “Itália é o único país da União Europeia a prever a vacinação obrigatória para certas categorias de indivíduos para a prevenção da Sars-CoV-2”.
Decreto
No decreto do último 1º de abril, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, tornou obrigatória a vacinação de médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros trabalhadores que mantenham contato com pacientes em unidades de saúde da iniciativa pública ou privada.
Em caso de descumprimento da medida, os profissionais podem ser suspensos de seus postos de trabalho até dezembro, além de ficarem sujeitos a corte de salário.
Além dos idosos vulneráveis, os profissionais da saúde, assim como os professores, foram os primeiros na Itália a serem vacinados.
Até o momento, 52,7 milhões de doses foram administradas no país. Cerca de 19,5 milhões de italianos estão vacinados, o que representa 36% da população com mais de 12 anos.
De acordo com dados recentes da Comissão de Emergência Covid-19, 45.750 dos 1,9 milhão de funcionários do setor da saúde (2,3%) ainda “esperam uma primeira dose ou uma dose única”. As informações são das agências de notícias Ansa e AFP.
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