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Saúde Recém-nascido recebe transfusão de plaquetas após ser diagnosticado com coronavírus na Bahia

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Gabriel Menezes, de apenas 16 dias, nasceu saudável, mas precisou ser internado por causa de uma baixa de plaquetas. (Foto: Divulgação)

Um recém-nascido da cidade de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, foi diagnosticado com Covid-19. Ele teve complicações e precisou de uma transfusão de plaquetas. Gabriel Menezes Caires de Almeida, de apenas 16 dias, nasceu saudável, mas no fim de semana passado, precisou ser internado na Unidade Municipal Materno Infantil (UMMI), por causa de uma baixa de plaquetas.

“No domingo (11), Gabriel apresentou uma febre e após alguns exames constatou que as plaquetas tinham baixado demais, chegando a 17 mil”, contou o pai do menino, Jailton Caires. Os médicos descartaram algumas doenças que afetam as plaquetas, como a dengue. Ele foi diagnosticado com Covid-19.

“Fez um teste de Covid-19 na mãe, constatou que a mãe teve Covid-19, e no quarto dia após os sintomas, fez os exames no bebê, e também constatou que ele estava reagente”, disse Jailton Caires. Os amigos dos pais de Gabriel Almeida se mobilizaram nas redes sociais para ajudar o bebê. Na quinta-feira (15), o garoto recebeu a primeira transfusão do hemocomponente.

Depois da transfusão Gabriel reagiu bem. O nível da transfusão, que estava em 17 mil, subiu para 77 mil. O quadro do recém-nascido é estável e ele segue internado na UMMI. O bebê precisa realizar novos exames, inclusive um monitoramento das plaquetas, que vai determinar se ele precisa de outras transfusões.

Apesar da melhora no quadro de saúde de Gabriel, o pai do menino faz um apelo para que as pessoas continuem doando sangue. “Ainda é necessário, porque nós não sabemos ainda, o quanto ele vai precisar. Independentemente do Gabriel, outras milhares de pessoas estão precisando de doação de sangue para que tenham vida”, afirmou.

Coronavírus em crianças e bebês

Até meados de maio, 948 crianças de zero a nove anos morreram de covid no Brasil, segundo dados do Sistema de Informação de Vigilância da Gripe (Sivep-Gripe). Sem políticas de proteção à infância, sem controle da pandemia e com escolas fechadas até então, o Brasil ficou em segundo lugar no triste ranking de crianças vítimas da covid, atrás apenas do Peru.

A cada um milhão de crianças de zero a nove anos existentes no País, 32 perderam a vida para a covid. No Peru, país com o maior número de mortes dentre os 11 analisados, foram 41 por milhão. As vizinhas Argentina e Colômbia tiveram 12 e 13 mortes por milhão, respectivamente.

Para a análise, foram considerados os países que registraram pelo menos mil mortes por milhão de habitantes e que possuem mais de 20 milhões de habitantes. Polônia e Ucrânia, que entrariam na lista, foram excluídas pela ausência de dados.

Nos países europeus, o cenário foi completamente diferente. O Reino Unido e a França registraram apenas quatro mortes de crianças de zero a nove anos, o que dá uma taxa de 0,5 morte por milhão em cada um dos países. No continente, o maior número foi registrado na Espanha. Lá, a cada um milhão de crianças, três morreram por covid — um décimo do índice brasileiro.

 

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