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Economia Alta na taxa de juros busca atacar a inflação persistente e a perda do poder de compra das famílias, aponta Fiergs

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O Copom aumentou a Selic para 9,25% ao ano na quarta-feira

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Para analistas, medida pode levar o BC a adiar plano de redução da Selic. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O presidente da Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), Gilberto Porcello Petry, disse que o aumento de 1,5 ponto percentual na Selic, para 9,25% ao ano, ocorreu porque, nas últimas semanas, tem-se observado a acomodação da atividade econômica e a persistência da inflação, corroendo o poder de compra das famílias e as margens de lucro das empresas.

A elevação da taxa básica de juros foi definida na quarta-feira (08) pelo Copom (Comitê de Política Monetária ) do Banco Central. “Além disso, com as maiores incertezas sobre o teto de gastos, a possível antecipação do aperto monetário nos Estados Unidos e a nova variante ômicron, o cenário se torna mais desafiador para o crescimento e para a inflação de 2022”, afirmou Petry.

Ele observou que, dessa forma, o Banco Central age de maneira responsável no combate à pressão sobre os preços, especialmente para aliviar a elevação dos custos da indústria, que, segundo o presidente da Fiergs, são hoje o “principal inimigo da economia brasileira”.

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Ingo Schulze
9 de dezembro de 2021 18:30

Quem produz com insumos exclusivmente nacionais, não também exportados, não tem condições de aumentar adequadamente seus preços devido a perda da capacidade aquisitiva, seja nominal, por endividamento (70%), ou por desemprego. Logo, a origem do problema é outro. São os que tem relação com o câmbio (importação,,exportação, remessa de lucros, capital especulativo = escassez de moeda estrangeira) e com o endividamento público. Este último crescente (pandemia e juros) e que precisa elevar sua captação elevando sua atratividade através dos juros. O aumento da SELIC determina aumento do juro de mercado, reduzindo a capacidade aquisitiva (vide 70% acima), bloqueando a atividade… Leia mais »

Ingo Schulze
9 de dezembro de 2021 19:31

Ops, esqueci de incluir o ¨risco Brasil¨, econômico e político. Mas, tem mais a considerar. O valor do Produto, dos bens e serviços finais produzidos, aumentado por fatores externos, precisa se equilibrar pelo reajuste da Renda (também inflacionária). Só que a Renda (vide IRPF) se constitui da soma de – salários, juros, lucros e aluguéis. Mais consumo = mais salário. Mais lucros = mais investimentos. Portanto, cabe reduzir os juros, em não só seu percentual, mas também no montante das aplicações (IR na fonte a 15% ?), a fim de fluir para o investimento. A redução de aplicações (tipo CDB/CDI)… Leia mais »

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