Quinta-feira, 02 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de junho de 2022
Ravina Shamdasani, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
Foto: ReproduçãoO Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos emitiu um comunicado nesta quinta-feira (16) em que lamenta a morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips e apelou ao governo brasileiro para ampliar a segurança de ativistas que atuam na defesa de povos indígenas e do meio ambiente.
Em um texto assinado pela porta-voz do escritório, Ravina Shamdasani, a ONU pondera que “os ataques e ameaças contra os defensores dos direitos humanos ambientais e os povos indígenas, incluindo os que se encontram em isolamento voluntário, continuam a ser persistentes”, e que a proteção a essas pessoas precisa ser reforçada.
“Exortamos as autoridades brasileiras a aumentar os seus esforços para proteger os defensores dos direitos humanos e os povos indígenas de todas as formas de violência e discriminação, tanto por atores estatais como não estatais, e a tomar medidas para prevenir e proteger os territórios indígenas de incursões de atores ilegais, incluindo o reforço dos organismos governamentais responsáveis pela proteção dos povos indígenas e do ambiente”, escreveu Shamdasani.
Além disso, a porta-voz clamou por justiça. “Entristece-nos profundamente a informação sobre o assassinato de Dom Philipps e Bruno Araújo Pereira. Este brutal ato de violência é terrível e apelamos às autoridades do Estado para que assegurem que as investigações sejam imparciais, transparentes e minuciosas, e que seja concedida reparação às famílias das vítimas.”
O caso
Dom e Bruno desapareceram em 5 de junho, após terem sido vistos pela última vez na comunidade São Rafael, nas proximidades da entrada da Terra Indígena Vale do Javari. Eles viajavam pela região entrevistando indígenas e ribeirinhos para produção de reportagens para um livro sobre invasões de áreas indígenas.
O Vale do Javari, a terra indígena com o maior registro de povos isolados do mundo, é pressionado há anos pela atuação intensa de narcotraficantes, pescadores, garimpeiros e madeireiros ilegais que tentam expulsar povos tradicionais da região.
Dom morava em Salvador, na Bahia, e fazia reportagens sobre o Brasil havia 15 anos para o New York Times e o Washington Post, bem como para o jornal britânico The Guardian. Bruno era servidor da Funai (Fundação Nacional do Índio), mas estava licenciado desde que foi exonerado da chefia da Coordenação de Índios Isolados e de Recente Contato, em 2019.
Na quarta-feira (15), o pescador Amarildo da Costa, que tinha sido preso pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento no caso, confessou ter assassinado Bruno e Dom. Depois do relato, ele levou policiais até o local onde enterrou os corpos.
Segundo o superintendente da PF no Amazonas, Eduardo Fontes, Amarildo informou que o barco em que viajavam o jornalista e o indigenista tinha sido afundado e que o local onde os corpos foram enterrados era de difícil acesso, a mais de 3 km de onde o pescador cometeu o crime.
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O PESSOAL DA ONU VAI RECEBEU UM MUUUUUUUU, DE RESPOSTA. KKKKKK
Em 2005 ..Londres…do alemão descabelado, que tá dando frenesi. …foi assassinado Jean Charles. ..
Só passando para lembrar que, em 2005, a irmã Dorothy Stang (americana), foi assassinada no Pará… no governo de??? de??? de quem???
Do Lulla!!! Hipócritas…
Se meteram no meio do mato…
Sem nenhuma segurança….
JÁ. .
Jean Charles foi assassinado por policiais em 2005, Londres….metrô. ….numa cidade….e daí ?
2005 22 DE JULHO POLÍCIA DE LONDRES MATA JEAN CHARLES Confundido com terrorista, brasileiro é executado com sete tiros no metrô Compartilhar Com sete tiros, Jean Charles de Menezes, brasileiro de Minas Gerais, é executado pela Scotland Yard no metrô de Londres em seu trajeto usual para o trabalho, sob alegação de que ele seria um terrorista. Duas semanas antes, bombas explodiram no metrô londrino matando e ferindo dezenas de pessoas. No dia 21 de julho, uma nova tentativa de atentado, desta vez fracassada, ocorrera no metrô da cidade. A Scotland Yard (polícia metropolitana) alegaria, posteriormente, haver confundido Jean Charles… Leia mais »
Os camaradas sabiam do risco , tanto que estavam armados e trocaram tiros antes de serem mortos por BANDIDOS .