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Rio Grande do Sul Associação cria selo de Certificação da Lã Gaúcha

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Objetivo é conscientizar os produtores a investirem melhor na qualidade da lã para acessar novos mercados

Foto: Divulgação
Objetivo é conscientizar os produtores a investirem melhor na qualidade da lã para acessar novos mercados. (Foto: Divulgação)

Desde o ano passado, a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) inovou no mercado com o selo de Certificação de Lã Gaúcha. O presidente da Arco, Edemundo Ferreira Gressler, informou que a iniciativa tem por objetivo conscientizar os produtores a investirem melhor na qualidade da lã para acessar novos mercados. E isto inclui o mercado interno no sentido de que os produtores rurais possuam um produto de qualidade dentro de suas propriedades.

Segundo Edemundo, o processo de Certificação de Lã da Arco é, acima de tudo, uma mudança cultural no sentido de profissionalização dos esquiladores, qualificando a esquila, zelando pelo bem-estar animal e produzindo um produto mais qualificado do ponto de vista industrial. Ele acredita que, dessa forma, haverá condições para que, ao longo do tempo, esse trabalho se transforme em melhor remuneração do produto.

Para tanto, informou que a entidade tem investido na capacitação dos esquiladores, justamente por entender que, a medida em que forem avançando no conhecimento e na técnica, eles também serão elementos da própria certificação. Destacou a importância do acondicionamento adequado da lã em bolsas próprias a fim de evitar sua contaminação com outros fios.

Entre os objetivos do programa da Arco está o incremento da qualidade da lã colhida nas propriedades, a valorização da lã produzida no RS, e o estímulo da utilização diversificada da lã e a divulgação das propriedades do produto.

Técnica estrangeira

Edemundo mencionou que foram os uruguaios que introduziram, em 1972, a técnica surgida na Austrália, entre os anos de 1948 e 1950. O tally-hi é hoje uma das formas indicadas para quem busca a certificação da lã dentro do programa da Arco, pois a ovelha não sofre mal-estar sendo imobilizada. “Como a lã certificada, livre de contaminantes, sai do laneiro pronta para ir para a indústria”, concluiu.

O presidente da Fecolã (Federação das Cooperativas de Lã do Brasil), Leocadio Bardallo Ledesma, afirmou que a Federação apoia integralmente a iniciativa a fim de que as cooperativas de Mauá (Jaguarão), Tejupá (São Gabriel) e Quaraí (Quaraí) tenham um produto de qualidade e bem acondicionado.

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